Apesar das preocupações com privacidade, 71% das pessoas no mundo estão dispostas a fornecer dados pessoais no acesso a instituições públicas, meios de transporte (aviões, trens e ônibus), travessia de fronteiras, alfândega e outros, em troca de mais segurança.Os mesmos 71% aceitariam ter um documento único de identificação – uma credencial multiuso -, para ter mais conveniência no acesso aos locais. A condição imposta é que essas organizações apresentem sistemas seguros e de alta tecnologia. A maioria das pessoas, porém, se preocupa com o acúmulo de informações pessoais em um único lugar: temem ficar mais vulneráveis a ataques de criminosos e a roubos de identidade. As informações fazem parte de um estudo realizado pelo instituto Ponemon para a Unisys em 14 países. Foram entrevistadas 1661 pessoas, sendo 320 da América Latina (116 brasileiros; 125 do México, e 79, da Argentina). O objetivo do levantamento é mapear as percepções individuais em quatro regiões – América do Norte, Europa, Ásia Pacífica e América Latina – sobre métodos de gerenciamento de identidade, que garantem a segurança dos locais a partir da análise dos dados pessoais do visitante. A biometria foi apontada por todas as regiões como um método bem aceito de comprovação de identidade. Os principais motivos são a praticidade (é desnecessário memorizar senhas) e a rapidez na identificação pessoal. O maior índice de aceitação vem da América do Norte, com 71%; o menor, da América Latina (58%). O reconhecimento de voz e a impressão digital foram apontados como as soluções biométricas preferidas, em detrimento do reconhecimento facial, da geometria das mãos e da íris.Entre as quatro regiões, a América Latina é a mais resistente à idéia de gerenciamento de dados pessoais: é a região que demonstra menor índice de aceitação (54%) quanto à posse de um documento único de identificação, enquanto nas outras regiões a aceitação varia entre 69% e 84%. Os latinos confiam apenas em bancos para a emissão e a gestão de credenciais de identidade, enquanto os outros entrevistados confiam também em órgãos públicos. A confiança nos bancos é unânime entre todas as regiões. Já a polícia é a organização menos cotada para isso: a rejeição é de 50% na América Latina, e de 40% na do Norte. Na Ásia-Pacífico e na Europa há pequenos índices de confiança na Polícia (de 15% e 18%, respectivamente).
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