Categories: Notícias

Pesquisa: ameaças internas ainda recebem pouca atenção

Emprestar a senha do sistema para um terceiro, digitar informação errada e abrir uma brecha no sistema ou, simplesmente, extrair dados e repassar a quem interessar. São situações como essas que muitas vezes causam dores de cabeça e prejuízos às corporações. O problema? Falta de uma análise minuciosa do seu público interno. Muitas vezes a principal ameaça não vem de fora, mas profissionais de TI, especialmente no Brasil, continuam focando esforços nos atos externos. Essa é uma das constatações de um estudo realizado pela RSA, divisão de segurança da EMC.

No País, a companhia ouviu profissionais de tecnologia da informação no mês de agosto durante o EMC Forum. Resultado: 61% dos entrevistados disseram que a ameaça mais significativa à segurança da empresa vinha de fora. Quando avaliadas apenas as respostas de CIOs e CSOs, a percepção muda um pouco e o olhar passa a ser focado dentro de casa, já que 53% acreditam que as ameaças são internas. Entretanto, 41% entende que os incidentes são acidentais.

Globalmente a pesquisa da RSA foi realizada pela IDC, mas alguns números são similares. Embora também exista no C-level o olhar para o publico interno, 52% dos entrevistados classificam os incidentes internos como acidentais, outros 19% dizem que são ameaças deliberadas e 26% meio a meio. E, mesmo a maioria achando que as ações são acidentais, 82% não soube precisar se os incidentes gerados por fornecedores e funcionários temporários foram acidentais ou deliberados.

Para o vice-presidente da RSA para América Latina e Caribe, Roberto Regente, são números que chamam a atenção. O executivo diz que é preciso entender ainda o que os entrevistados classificam como acidente: empréstimo de senha? Digitação errada? “Há muitos estudos que mostram que entre 80% e 90% das fraudes têm colaboração interna intencional ou não”, afirma.

Regente vê, entretanto, mudança comportamental e acredita que o aquecimento do mercado de Data Loss Prevention (DLP) é um desses sinais. “Com a queda nas vendas, pressão, a redução de perdas passa a ter um peso maior e se passa a olhar com mais cuidado o que acontece dentro de casa.”

Desafio pela frente

O vice-presidente explicou que antes a segurança era encarada como um seguro, “só se valorizava quando precisava usar”, mas, atualmente, a discussão faz parte da estratégica. “Quando assume isso para a rotina, tudo fica mais seguro”, explica.

Diante dos números dos dois estudos, Regente avalia que são dois os principais desafios nessa área: discutir a segurança como assunto aberto, “não pode ter medo de falar, é problema de todos, quando se oferta uma comodidade ao cliente se expõe e isso tem preço”; e uma legislação que trate desse tipo de crime. “Na América Latina existem algumas normativas. Mas no Brasil ainda não, se fala há pouco tempo na questão da pedofilia.”

Recent Posts

Cohesity obtém patente para aplicar IA diretamente em dados de backup corporativos

A Cohesity anunciou a concessão da Patente Nº 12.619.501 pelo Escritório de Patentes e Marcas…

4 horas ago

Para Diogo Cortiz, maior desafio da IA é a falta de capacidade crítica para questionar suas respostas

Diogo Cortiz, professor da PUC-SP e doutor em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, tem…

6 horas ago

Agentes de IA vão dar “superpoderes” a profissionais de TI, diz DJ Sampath, da Cisco

DJ Sampath chegou aos Estados Unidos há 30 anos com oito dólares no bolso e…

7 horas ago

Chatbots de bancos e fintechs não entendem as emoções dos clientes, aponta estudo

A evolução da inteligência artificial nos serviços financeiros ainda esbarra em desafios relacionados à experiência…

7 horas ago

Motorola Solutions compra D-Fend por US$ 1,5 bilhão

A Motorola Solutions anunciou a assinatura de um acordo definitivo para adquirir a D-Fend Solutions,…

7 horas ago

Meta amplia controle para adolescentes

Nesta terça-feira (2), a Meta anunciou a expansão global de configurações de conteúdo para contas…

11 horas ago