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Parceria entre MCTI e Microsoft deve privilegiar games

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Microsoft assinaram nesta terça-feira (17/01), em São Paulo, um protocolo de intenção para promover startups de TI em todo o País. A ideia é ter incubadoras em seis cidades brasileiras. A indústria de games, como adiantou Virgílio de Almeida, secretário de política de Informática do MCTI, deve receber boa parte da atenção da iniciativa.

“Somos bombardeados por informações o que leva à criação de um ambiente de complexidade. Temos que treinar a próxima geração para ser capaz de evoluir em ambientes complexos e os jogos aumentam a capacidade e auxiliam na formação de jovens”, comentou Almeida, ao falar sobre a importância dos games e de fomentar essa indústria. “O protocolo visa a espalhar a inovação com startups e estimulando o empreendedorismo no País.”

Para Michel Levy, presidente da Microsoft no Brasil, o objetivo da iniciativa é promover o empreendedorismo sempre com vistas às necessidades do País. Embora o grande foco esteja em games, não existe uma política excludente, avisou o executivo. Óleo e gás, educação, saúde e telco são setores que estarão contemplados nos trabalhos.

Nenhum investimento foi anunciado, apesar de o protocolo ter validade desde já. Questionado sobre o assunto, Levy explicou que haverá aportes tanto da Microsoft quanto do governo. Mas o executivo esclareceu que, principalmente neste início, o programa juntará ativos dos dois lados. “O governo tem papel indutor, financiamento, acordos internacionais. O projeto foi concebido com vistas à inovação”, comentou Levy.

De forma geral, o governo entrará com suas iniciativas de estímulo à inovação e financiamentos como os que já acontecem via Finep. A Microsoft, por outro lado, virá com projetos como o BizSpark, que já apoia o desenvolvimento de startups no País. Como lembrou o diretor de inovação da Microsoft, Paulo Iudicibus, a iniciativa terá incubadoras inspiradas no modelo norte-americano e isralelense. O executivo contou, também, que, num primeiro momento, selecionará startups dentro do próprio BizSpark.

O programa prevê abertura de seis incubadoras. Quatro locais já foram definidos: São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Recife. O foco que será dado em cada local ainda está em discussão, bem como as outras duas cidades que receberão as unidades. Além de acesso à tecnologia, demanda e potencial, levou-se em consideração na escolha das cidades a estrutura da própria Microsoft disponível para dar suporte aos trabalhos.

 

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