Para VP da Oracle, único concorrente à altura é a Microsoft

Liderado pelo seu cofundador – e também CTO – Larry Ellison, a Oracle carrega a fama de adotar estratégias agressivas frente aos concorrentes. O OpenWorld, evento anual da companhia deste ano, realizado em San Francisco EUA), é prova disso. Ao anunciar o novo banco de dados autônomo, principal novidade da companhia dos últimos anos, Elisson fez questão de deixar claro qual o grande objetivo: bater de frente com o Redshift, serviço de armazenamento de dados da Amazon Web Services (AWS).

A AWS é o principal alvo da Oracle do evento. Comparativos de desempenho – nos quais a Oracle leva vantagem – são demonstrados nos principais telões da conferência, para fixar na mente dos 60 mil participantes qual plataforma é mais eficaz. Mas a briga não se resume apenas às duas companhias e a competição pelo mercado de computação em nuvem tem sido foco de outras gigantes, como Google, Microsoft e IBM.

Luiz Meisler, VP executivo da Oralce para América Latina

Para Luiz Meisler, VP executivo para América Latina, o único concorrente à altura da Oracle é a Microsoft. O executivo destaca como vantagem do concorrente a forte rede de parceiros, mas que, por outro lado, traz uma desvantagem. “Eles têm muitos produtos de parceiros e poucos próprios. É uma empresa forte e grande, mas estamos mais adiantados com produtos e isso é muito relevante”, compara.

Sem confiança

Quanto à Amazon e Google, Meisler dispara que são empresas que “fazem de tudo”, por isso não trariam a mesma confiabilidade de marcas fortes como Oracle e Microsoft. Ele cita como exemplo uma grande empresa de varejo, que poderia ficar desconfiada ao colocar os dados na Amazon, afinal elas seriam concorrentes. “O que vai ser a Amazon no futuro? No caminho que está, pode ser tudo”, diz, se referindo à penetração da concorrente em diversos mercados, um deles no varejo físico.

Especificamente no caso do Google, Meisler classifica o gigante de buscas como uma empresa de publicidade que oferece serviços. “Eu como cliente, coloco minha vida no Google? Pense bem”. Por fim, para ele, a IBM é um grande ponto de interrogação. “Penso que estão perdidos”, completa.

*O jornalista viajou a San Francisco (EUA) a convite da Oracle

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