Em julho deste ano, a VTEX levantou US$ 361 milhões em sua primeira oferta pública de ações, na Bolsa de Valores de Nova Iorque (NYSE). O IPO é mais um passo na jornada de internacionalização da startup brasileira que começou em 2012, quando a companhia estreou na Argentina.
Desde então, a companhia, que oferece uma solução de comércio digital como SaaS que ajuda varejistas e empresas a executarem estratégias online, já expandiu seus negócios para mais de 40 países. E não dá sinais de que vai parar por aí. Segundo a própria VTEX, os lucros líquidos que obteve no IPO serão utilizados para fins que podem incluir investimentos no desenvolvimento de produtos e tecnologias e na expansão internacional das suas operações.
“A gente acredita que o Brasil, apesar de ser territorialmente grande, é um mercado muito pequeno”, disse Rafael Forte, presidente da VTEX no Brasil, em entrevista ao IT Forum Líderes. “Principalmente para um anseio que a gente criou, que é criar um software como serviço. O software como serviço tem muito menos barreiras que qualquer outro tipo de software ou qualquer outro tipo de negócio.”
Ainda sobre a internacionalização, Forte vai além: na sua ótica, não é apenas a VTEX que deve continuar mirando no exterior, mas qualquer empresa nacional.
“Nosso talento em desenvolver software é muito grande, é altamente reconhecido”, defendeu. “Uma das coisas que a gente colocou na cabeça é que a gente quer mostrar para o mercado brasileiro que a gente pode, sim, levar para o mundo o futuro do nosso trabalho. Nosso serviço é de alta qualidade”. Ouça a entrevista completa abaixo:
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