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Para metade dos CIOs, TI e negócios ainda trabalham em silos

Praticamente metade (49%) dos executivos de tecnologia acreditam que sua capacidade de gerar valor para os negócios em que atuam são diretamente prejudicadas pelo isolamento entre as áreas de TI e negócio, que atuam em “silos” na maior parte do tempo. É o que revela um estudo da Dynatrace divulgado recentemente.

Foram ouvidos mais de 700 CIOs de empresas com mais de 1.000 funcionários em 2020. Foram ouvidos 200 executivos nos Estados Unidos, 100 no Reino Unido, França e Alemanha, e 50 na Austrália, Cingapura, Brasil e México. Entre muitas descobertas, o estudo indica que os líderes de TI estão cada vez mais preocupados com suas capacidades de acompanhar a transformação digital.

Esses desafios de gerar valor – que são apontados por 93% dos entrevistados – passam também por visibilidade e dados limitados da performance dos serviços digitais (segundo 49%) e das mudanças que esses serviços promovem (36%). Isso em um momento em que os times de TI estão mais pressionados do que nunca, segundo 46% dos CIOs.

Entre essas pressões estão problemas de performance de sistemas (45%), o modelo de teletrabalho (43%), aumentos repentinos na demanda por serviços em nuvem (39%), suporte a mudanças nas demandas de negócio (39%) e gerenciamento da experiência de tantos usuários ao mesmo tempo (33%).

Perdas de produtividade

Essa fragmentação se mostra ineficaz para acompanhar arquiteturas de nuvem nativas, fazendo os times de TI gerenciarem dados manualmente e perderem tempo. Os dados apontam que 74% dos CIOs estão cansados de colher dados de várias ferramentas para avaliar o impacto dos investimentos em TI nos negócios.

O estudo aponta que 16% do tempo de uma equipe de TI é gasto em reuniões de negócios para identificar causas e soluções para problemas, o que custa às organizações, em média, US$ 1,7 milhão por ano em produtividade.

Ao menos as organizações estão agindo para mudar essa estrutura rígida baseada em silos. Segundo os CIOs, 53% estão adotando BizDevOps, 50% operações de nuvem autônomas e 47% estão NoOps.

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