Para AWS, cloud não é mais opção, é uma forma de conduzir negócios
“A nuvem é o novo normal”, afirmou Teresa Carlson, vice-presidente Global de Setor Público da Amazon Web Services (AWS), na abertura do AWS Summit, que acontece hoje (28/5), em São Paulo. A frase que Andy Jassy, vice-presidente sênior da AWS, falou recentemente em evento nos Estados Unidos, tem fundamento.
De acordo com Teresa, faz todo o sentido usá-la em um momento no qual as empresas já aprenderem a confiar na nuvem. O mercado já entendeu o potencial do modelo e começa a levar aplicações para fora das fronteiras da companhia. “Os negócios da AWS estão progredindo e alguns indicadores mostram a evolução da cloud”, observou.
Os bons resultados conquistados em torno da nuvem revelam, segundo Teresa, uma onda impossível de conter. “Não podemos lutar contra a gravidade. Cloud não é mais uma opção, e, sim, uma forma de conduzir os negócios”, disse, convidando clientes, parceiros e profissionais a criar a fazer uma jornada em conjunto rumo ao modelo.
Um dos indicadores positivos é o número clientes do Amazon Simple Storage Service (Amazon S3). Lançado em 2006, o serviço registra crescimento de 101% ano a ano em transferência de dados. O Amazon Elastic Compute Cloud (Amazon EC2) não está muito atrás e tem expansão de 93% ano a ano. “Além disso, já temos mais de 1 milhão de clientes em 109 países. Algo incrível para uma empresa que nasceu em 2006”, comemorou.
Na abertura da quarta edição do AWS Summit em solo nacional, a executiva destacou que a nuvem ganha adeptos não só nas startups, que já nasceram com o DNA em cloud, mas também entre as empresas mais maduras. “Desenvolvedores individuais são o core dos nossos negócios, mas as corporações, que as pessoas pensavam que nunca iriam usar a tecnologia, são grandes usuários de cloud”, destacou.
O casamento das startups com a nuvem começou, diz Teresa, porque esses negócios não querem, e muitas vezes não podem, gastar tudo o que têm com IT. Eles buscam agilidade, flexibilidade e a possibilidade de falhar, mas se recuperar rapidamente. “O mais interessante das startups é que estão causando disrupção em toda a indústria”, relatou. A executiva mostrou uma série de clientes da base de startups, como Hotel Urbano, Tinder, Easy Taxi, Moovit e Pinterest.
Entre as corporações estão Novartis, Netflix, Magazine Luiza e TV Globo, que usou o poder da nuvem para escalar sua infraestrutura durante as transmissões da Copa do Mundo. “Companhias de todos os portes e consumidores individuais querem agilidade. Se você quer continuar competitivo, precisa disso”, refletiu. Ela lembrou ainda, ao mostrar um slide repleto de universidades e órgãos públicos nos Estados Unidos, que o governo é grande usuário de cloud.
A escalada da AWS é tão surpreendente que, segundo Teresa, que estudos mostram que a AWS tem o maior crescimento dos negócios mundo, superior a 40%, ocupando a primeira posição no ranking, seguida por Salesforce, VMware e até Google.