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Pandemia e aumento de preços derrubam venda de computadores e notebooks no segundo semestre

O aumento da compra de computadores, em parte feito para acomodar as pessoas durante o período de trabalho remoto causado pela Covi-19, não teve continuidade nos resultados do período entre abril e junho. De acordo com estudo da IDC, o mercado (que registrou aumento de 16% nos três primeiros meses) terminou o segundo trimestre com queda de 12,6% em relação aos resultados do ano passado. 

“Mais do que uma terrível crise sanitária, as empresas estão enfrentando uma crise de fluxo de caixa e precisam congelar investimentos”, explica Rodrigo Okayama Pereira, analista de mercado da IDC Brasil. 

De acordo com a consultoria, a principal queda ocorreu no mercado corporativo, para quem foram endereçadas 359.538 máquinas, sendo 137.892 desktops e 221.646 notebooks. No varejo, o desempenho foi melhor: foram comercializadas 906.423 máquinas, sendo 111.072 desktops e 795.351 notebooks. 

Segundo o especialista, dois fatores contribuíram para a queda no número de compras: o aumento de preços devido ao valor do dólar e mudanças nas cobranças do IPI e ICMS também influenciaram as compras empresariais no período. 

De acordo com dados da consultoria, um desktop custava, em média, R$2.150, e um notebook R$2.670 em abril do ano passado. Um ano depois, o preço médio do desktop ficou em R$3.607,08 e do notebook em R$4.342,45, altas de 67,8% e 62.6%, respectivamente. Já em relação aos três primeiros anos de 2020, a alta foi de 46,7% para desktops e de 38,2% para notebooks. 

Destaques e perspectivas

Apesar da queda, dois setores em específico mostraram resultados acima da média: o educacional, que continuou indo às compras no segundo trimestre e cresceu 11,2%, e o segmento de computadores de alto desempenho — máquinas utilizadas por gamers, editores de arte, fotógrafos, arquitetos etc. No período, foram adquiridos 92 mil notebooks e 20,4 mil desktops. 

De acordo com a consultoria, a previsão para o mercado de computadores é de crescimento tímido: com 1,2% no 3º tri e de 3,5% no 4º tri de 2020.  

“Aos poucos as empresas estão voltando a fazer negócios, principalmente as pequenas e médias que sofreram muito com a pandemia, mas têm condições de reagir mais rapidamente. Ao mesmo tempo, observamos índices ascendentes de confiança”, Pereira. 

“Nada que represente uma grande virada. De certo mesmo, é que os notebooks vão fazer os números do ano, tanto no varejo como no mercado corporativo”. Para 2020, a estimativa da IDC Brasil é de crescimento de 4,4% no varejo e de queda de 9,9% no corporativo. 

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