A Panasonic anunciou o lançamento nacional do programa de parceiros premier Toughbook (TP3), que tem como objetivo angariar canais para a venda da linha de produtos Toughbook para missão crítica em todo o País. O objetivo inicial é contar com até 45 parceiros especializados.
Aliás, quando digo missão crítica, falo de ambientes como segurança pública, óleo e gás, mineração e ambientes ?hostis? ou de grande movimentação, que necessitam de máquinas mais parrudas para o dia a dia, que podem ser expostas a altas temperaturas ou até campos militares, por exemplo.
O programa, que já roda há 20 anos nos Estados Unidos e recentemente pousou no México, chega ao Brasil com dois grandes objetivos: intensificar a presença da Panasonic como oferta B2B em verticais bastante focadas e desenvolver a marca em território nacional, para que dentro de três a cinco anos a fabricante seja a líder deste segmento de oferta. ?Na Europa e Japão temos 65% do market share e queremos replicar este modelo massivo no País?, afirmou Luis Viloria, diretor da divisão Toughbook da Panasonic para as Américas, que veio ao Brasil para o lançamento oficial do TP3.
Quem também veio ao País foi Sheila O?Neil, vice-presidente de canais da Panasonic, que afirma que o programa focado na linha Toughbook permitirá maior sinergia entre a fabricante e os parceiros, com objetivos bem desenhados e ?total apoio da Panasonic?. ?Vamos juntos nas ofertas, não fazemos vendas diretas, nunca fizemos este tipo de negócio quanto a linha B2B Toughbook, então trabalharemos para engajar o canal?, disse Sheila.
A executiva frisa que espera um grande empenho do integrador que venha a fazer parte do programa da Panasonic Toughbook, para conseguir entender questões como o preço total de propriedade e valor mais alto das soluções. ?Como trabalhamos em nichos muito específicos, com situações bastante diferenciadas, nossos produtos são maiores e mais fortes, e toda a tecnologia por trás desse desenvolvimento custa mais na ponta?, explica. ?Mas isso também significa mais receita para o canal, que obrigatoriamente será um especialista em uma de nossas verticais, focando uma região, e que através dos serviços conseguirão angariar mais valor e dinheiro?.
Entre os benefícios citados pela VP estão: produtos para teste com desconto, campanhas de marketing, geração de demandas pela fabricante, acompanhamento de pré e pós venda em todos os clientes, liberdade para trabalhar com todos os níveis de empresas, direcionamento quanto a foco de mercado e segmentação por especialização, entre outros.
?Quero que o mercado compreenda, e que os parceiros entendam, que trabalharei para replicar aqui o mesmo sucesso que temos nos Estados Unidos, onde todos os modelos da linha Toughbook ? incluindo o tablet – são extremamente aceitos, e sabemos que o Brasil está pronto para receber esse incentivo da Panasonic?, ressaltou Sheila.
O estar pronto, aliás, envolve a maturidade dos canais brasileiros quanto à oferta das soluções robustecidas da fabricante. Neste ponto, a VP explica que tornar os parceiros prontos para a comercialização é um processo que se enfrentou em todos os países, e que com o TP3 como base de incentivo, a maturidade chegará aos poucos. ?O plano de crescimento é de três a cinco anos, então vamos trabalhar forte para tornar todos os parceiros aptos à oferta e especialistas em suas áreas?, posiciona.
Em solo brasileiro já há 5 mil equipamentos da Panasonic, trazidos muitas vezes de multinacionais que se instalaram no Brasil. ?Os integradores que trabalham com essas empresas estrangeiras colocaram as soluções da Panasonic e exportaram para o País. E essas multinacionais já fomentam novos negócios, e isso é oportunidade para o canal que pode renovar os equipamento, como também pode ir aos concorrentes dessas empresas com a nossa oferta?, analisa João Simões, gerente geral da Panasonic Solutions Brasil.
Simões reafirma o compromisso da fabricante com o canal e diz que a Panasonic vê um grande futuro para a operação nacional, com o comprometimento de trazer novas tecnologias e produtos, capazes de aumentar o valor da oferta e atender ao atual mercado e ?tudo o que vem pela frente?. ?A mensagem é de respeito e fidelidade com o parceiro, visando o mesmo sucesso que temos nos EUA?, afirmou.
A ScanSource CDC Brasil é a distribuidora da Panasonic Solutions no País e a Advanced Consulting é a consultoria responsável pelos treinamentos e preparação dos canais que venham a integrar o TP3 em solo tupiniquim.
Comprometimento com a marca e canais
Julianna Benedick, diretora de marketing da Panasonic, conta que o primeiro passo da companhia é criar força ao nome Toughbook, e que há investimentos já acontecendo e novos recursos programados para que o nome das soluções sejam espalhados em todo o País. ?Vamos educar o mercado quanto a nossa oferta e mostrar a seriedade e nossa proposta, criando conteúdo segmentado por verticais e relevante para a região?, conta.
Além do óbvio
Patricia Fernandez, gerente de desenvolvimento de negócios na América Latina da Panasonic, afirma que não são apenas os jogos Olímpicos e a Copa do Mundo que chamam a atenção da fabricante para o Brasil, pois os objetivos vão além. ?A oportunidade está em trazer um novo meio de fazer negócios com mercados de nicho e não apenas mirar os grandes eventos?, comenta. ?Obviamente são importantes e trarão negócios, mas o País tem oportunidades em todas as extremidades?.
Fabricação nacional
Abrir um Configuration Center ? assim é chamada a fábrica voltado para as linhas de negócios da Panasonic ? é um assunto que, assim como o TP3, também foi tratado durante o evento de lançamento do Toughpad em novembro do ano passado em Dallas, EUA.
Luis Viloria afirma que abrir uma unidade fabril no País faz todo o sentido, porém há muitos outros pontos para se pensar, como incentivos governamentais, demanda de mercado, posicionamento estratégico da fábrica, e vários outros fatores que influenciam o processo. ?Claro que seria o ideal contar com algo dessa magnitude. A fábrica do Japão, que é a responsável pelos Toughbooks que chegarão ao Brasil, atende a demanda de hoje. As conversas neste sentido vão continuar, mas há tempo para isso?, esclarece o executivo.
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