O Brasil precisa ampliar sua indústria de software para se manter competitivo. Isso é o que acredita o novo secretário de Política de Informática (Sepin) do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação (MCTIC), Maximiliano Martinhão. “Se o Brasil não se debruçar para ampliar essa indústria, perdemos competitividade”, afirmou.
O executivo assumiu o posto recentemente e complementa que o desafio é ampliar a presença brasileira no mercado internacional de software. “Hoje, o Brasil está entre o quarto e o quinto mercado [dependendo do indicador] em telecomunicações e informática, mas participamos muito pouco do mercado mundial”, afirmou. “Um dos desafios é ampliar a participação da indústria brasileira de software nos mercados nacional e mundial.”
Para isso, o secretário pretende trabalhar em conjunto com empresas e grupos que existem no País “e que já investem em desenvolvimento das TICs, para elevar o papel do Brasil na cadeia global de software”, conta. Outro aspecto é o trabalho com instituições de ciência e tecnologia, bem como universidades. “É importante atrair recursos humanos para a área de pesquisa. Vamos aproximar a indústria e os centros de desenvolvimento tecnológico, para atrair mais investimentos”, completa.
Em entrevista ao Portal MCTIC, ele afirmou ainda que a Lei de Informática é principal instrumento para impulsionar empresas do setor e estimular investimentos nos centros de pesquisa e universidades. “Vamos cuidar para que esses investimentos atendam políticas públicas e dar orientação clara ao setor privado, que se beneficia da lei, sobre os investimentos que devem ser feitos. Essa é uma grande demanda do setor. “, disse.
Desde 2011 no cargo de secretário de Telecomunicações do extinto Ministério das Comunicações, Martinhão foi nomeado para a Sepin pelo ministro Gilberto Kassab. Nascido em Campinas (SP), é advogado e engenheiro de telecomunicações com mestrado pela Universidade de Strathclyde, no Reino Unido.
Desde 2005, Maximiliano ocupa o cargo de especialista em Regulação de Serviços Públicos de Telecomunicações da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Exerceu ainda a função de gerente-geral de Certificação e Engenharia do Espectro da Anatel, além de atuar como engenheiro de planejamento do Sistema Telebrás.
*Com informações do MCTIC
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