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Padrão brasileiro de TV Digital abre oportunidades a desenvolvedores Java

O Brasil aprovou o uso do Java em seu Padrão de TV Digital. O movimento abre um mercado para os aproximadamente 130 mil desenvolvedores brasileiros que atuam com a plataforma. A expectativa é um boom nesse mercado a partir de 2013, a partir da evolução do programa e queda de preço dos dispositivos com mais interatividade. ?É uma tecnologia nova. A TV vai criar um novo paradigma para pessoas de qualquer renda, com acesso a conteúdo e interação de uma forma diferenciada?, aposta Dimas Oliveira, consultor de vendas da Oracle.

A fabricante acredita em uma ampla adesão dos produtores de televisores e settop box ao padrão, que aumentarão a oferta de soluções interativas e de inclusão digital. Atualmente, já existem alguns aparelhos com esses recursos ? mas a proporção ainda é muito tímida. A ideia é que uma popularização de aparelhos mais sofisticados impulsione serviços diversos distribuídos via TV. ?O que vai determinar o sucesso ou não da plataforma será o desenvolvimento?, comenta.

?Esses desenvolvedores podem criar os mais diversos aplicativos interativos, seja para transmissão de conhecimento, conscientização, educação, cultura, lazer, comércio, etc. Para isso, os fabricantes de equipamentos de televisão e de settop-box têm apenas de incluir em seus produtos o middleware interativo DTVi, que roda em máquina virtual Java – Oracle JVM, cujo padrão de qualidade se diferencia pela flexibilidade, robustez, certificação e padronização, garantindo a continuidade da oferta e que o mercado não sofra fragmentação?, detalha um comunicado da fabricante sobre o tema. Os programadores forneceriam soluções a emissoras e retransmissoras, produtoras de conteúdo e anunciantes.

Na visão do consultor, a interatividade propiciará que a população acesse, através dos televisores, serviços bancários e públicos, por exemplo. A plataforma também permitirá novas modalidades de comércio (T-commerce, como foi batizada as negociações via TV digital), a partir de ofertas segmentadas e do relacionamento com telespectadores.

?Hoje, cada TV tem seu próprio ambiente de desenvolvimento. A ideia do Ginga é que, independente do fabricante ou desenvolvedor de software, o aplicativo funcionará em qualquer marca de aparelhos?, explica Oliveira.

Oliveira vislumbra um mundo onde as aplicações para TV digital seguiriam uma lógica similar ao mercado de telefonia móvel, no qual um próximo passo seria a abertura de canais alternativos de conteúdo de outra fonte que não seja o broadcaster, o que ajudaria a dar escala ao conceito. Sem dimensionar de maneira precisa o quanto esse mercado movimentaria, ele mostra-se otimista. ?É um mercado mais interessante do que o de dispositivos móveis?, compara.

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