O mercado de tecnologia avança a passos largos, e isso significa novas metodologias e investimentos, também. Nessa linha, as empresas não podem esperar muito tempo até tomar novas medidas, especialmente num cenário onde a TI tem se mostrado cada vez mais essencial.
Dentre os departamentos que mais demandam da TI, destacam-se: comercial e vendas, contábil/financeira, produção e operações, atendimento ao cliente.
Durante o IT Forum+, encontro que vai de 14 a 18 de agosto, CIOs e especialistas tiveram a oportunidade de debater o outsourcing na era digital, mas também qual o seu real valor e impacto nas companhias. O ITF+ acontece na Praia do Forte, Bahia.
No estudo ‘Antes da TI, a Estratégia’, como destacado por Sergio Lozinsky, 46,7% da empresas visam aumentar o número de serviços terceirizados e lançar novas RFPs. Já para 28,3%, a estratégia é renegociar os contratos atuais de serviços terceirizados, enquanto 21,2% acreditam em manter o número de serviços terceirizados, mas sem renegociação.
A forma como vem sendo implementado também pode variar de acordo com as necessidades de uma empresa. O outsourcing por si só pode ser adotado em mais de um setor, mas especificamente na TI, o estudo relata a seguinte perspectiva de investimento:
Durante o painel, Walter Sanchez (foto), CIO da Termomecânica, cita que a companhia mantém seus costumes e cultura. No entanto, ele cita que uma mudança de comportamento vem acontecendo graças ao outsourcing, que tem demandado algumas novas estratégias para o setor de TI.
Foto: Photogama
Conciliar todas essas mudanças também não é uma tarefa fácil. Ele explica que o modelo não é adotado efetivamente na empresa, mas que precisou ser levado ao time de TI para aplicação de novas tecnologias. De certa forma, como explica o CIO, isso também tende a reduzir custos.
Atuando num mercado diferente, Marcos Corrêa (foto), CIO da Della Via Pneus, uma empresa “muito mais familiar” porém com lojas em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Bahia, mostra um outro lado do outsourcing na TI.
Foto: Photogama
“Tudo o que não é o nosso negócio é terceirizado”, diz Marcos, exemplificando a área de TI que é bem enxuta. Quando são necessários trabalhos ou algum tipo de serviço especial, eles também utilizam profissionais externos.
Marcos explica que quando assumiu o setor de TI da Della Via Pneus, havia 16 funcionários internos. Hoje, o número passa a ser de 12. No lugar de “reduzir a área de TI, nós adaptamos o modelo de negócio”, explica ele fazendo alusão ao outsourcing.
Isto impactou, como explica o executivo, diferentes áreas, tais como: impressão (laser, fiscal, térmica), equipamentos, central telefônica, cloud/hosting, desenvolvimento, telefonia móvel, Wi-Fi local (nas lojas) e outras.
Desta forma, a empresa consegue se manter focada no seu modelo de negócio, enquanto que a TI continua existindo, mas com formato completamente diferente do que apenas “dentro de casa”.
“Passamos a ser não técnicos, mas sim gerentes de contratos”, explica ele ao se referir ao modo como lida com a terceirização.
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