Para a Telemar, o modelo está obsoleto, porque as tecnologias mudaram e hoje só existe regulamentação para serviços de voz. A companhia gostaria de prestar serviços de transmissão de dados e banda larga, mas a regulamentação a impede.
“A Anatel deveria somente preservar a concorrência e proteger os direitos dos clientes”, afirmou Ércio Zilli, diretor de regulamentação da Telemar, para quem a agência deveria se manter fora da política de tarifas.
Já a BCP, operadora de telefonia móvel em São Paulo, reclamou da quantidade excessiva de impostos que incidem sobre os serviços de telecomunicações e cobra da Anatel uma política para redução das taxas.
As críticas da Embratel são quanto ao modelo adotado para serviços de banda larga. A companhia reclama que, por não ter acesso direto ao consumidor final, acaba ficando sujeita às imposições das operadoras locais.
“A Telefônica, por exemplo, está protelando o compartilhamento de sua rede e, desta forma, garantindo exclusividade nos serviços de banda larga”, criticou Purificación Carpinteyro, vice-presidente de assuntos externos da Embratel.
A Telefônica, por sua vez, considerou que as telecomunicações deveriam chegar a locais que ainda não contavam com o serviço. Segundo a empresa, faltam regras claras para monitorar a competição entre as companhias a partir de 2002, o que permitiria uma melhor elaboração de estratégias a partir de agora.
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