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Onde (e como) será o escritório do futuro?

Há alguns meses, durante uma conferência para CIOs da indústria financeira, o vice-presidente de pesquisa do Gartner, Cassio Dreyfuss, salientou que a eminência do amadurecimento e consequente junção de uma série de tecnologias traria uma perspectiva de soluções completamente nova para realidade. Os impactos disso podem ser sistêmicos. Se com esses recursos será possível incrementar produtividade, encurtar ciclos de lançamento de produtos, pode também transformar a maneira de as pessoas trabalharem. 

?A grande coisa no cenário que se desenha para o futuro é a convergência. Pense em quantas plataformas existem hoje em dia sobre a mesa de um funcionário que fazem quase a mesma coisa e precisam ser gerenciados??, indaga Jonathan Wong, gerente de produto da BlackBerry. A mensagem vincula-se de forma clara com as ambições e estratégias da Research In Motion (RIM), fabricante de smartphones. 

Por outro lado, a propaganda não soa absurda, ainda mais se considerarmos que países como o Brasil o número de aparelhos celulares (maioria pré-pagos) se equivale ao de habitantes. Com o avanço da tecnologia na mão dessas pessoas, uma economia em expansão e o surgimento de novas aplicações; dá para se considerar uma transformação bem provável.

O escritório torna-se o lugar onde o funcionário está. Os impactos primários disso vincula-se à forma como o escritório (o espaço físico da empresa) se constitui na medida em que os modelos de trabalho ganham flexibilidade. A gestão da TI também muda suportada por uma estratégia mais robusta quanto ao uso de dispositivos móveis, servidores e serviços de tecnologia mais confiáveis para acesso de diferentes dispositivos e pontos, proliferação de aplicações, adoção de modelos em nuvem e equilíbrio entre o que é pessoal e o que é corporativo a rodar nesses aparelhos. 

?Nossa visão é de um mundo onde as pessoas podem trabalhar ou se divertir de qualquer lugar. Pense TI como serviço a ser entregue aos seus clientes finais. Entregue boas experiências?, aconselha Jimmy Chang, que atua na área de estratégia da Citrix. A companhia de virtualização bate há algum tempo na tecla do BYOC (bring your on computer o que, na tradução literal, significa traga seu próprio computador para o trabalho). 

Alguns CIOs, inclusive no Brasil, já tratam a questão da nova forma como as pessoas trabalham de forma mais profunda. Em entrevista concedida à InformationWeek Brasil, ainda em 2010, Rubens Pinto, da Boehringer Ingelheim, detalhou um projeto de reformulação completa da estrutura da companhia no País. 

Ao mudar para um novo escritório, a farmacêutica desenhou processos que acarretaram diversos benefícios aos seus funcionários e economias às suas contas. Para se ter uma ideia, mapeando os bairros onde seus empregados viviam, foi possível melhorar o tempo gasto em trânsito até eles chegarem ao trabalho (o que, indiretamente, ajuda a reduzir os congestionamentos em grandes cidades e diminui a emissão de gás carbônico).

Outra ação (e que demandou uma mudança cultural) tratou da liberação dos colaboradores do escritório para que, uma vez por semana, trabalhassem em home office. E a TI? De acordo com o CIO, ela foi uma das responsáveis por viabilizar o projeto na sede da empresa alemã na cidade de São Paulo e já começa a apresentar resultados perceptíveis.

Os exemplos começam a surgir e a mudança parece estar no ar. Restam ainda algumas questões a resolver. Contudo vale ficar conectado para entender como as coisas se desenrolam para não perder uma boa oportunidade. Afinal, como Dreyfuss, do Gartner, falou, com a série de tecnologias convergindo que mudarão o cenário atual vem o desafio dos gestores de TI em adequar-se a isso. 

O jornalista viajou ao BlackBerry World à convite da RIM.

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