A Oi realiza amanhã (19/12), no Rio de Janeiro, conforme determinação do Juízo da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, a Assembleia Geral de Credores que vai deliberar sobre o Plano de Recuperação Judicial protocolado pela companhia na Justiça no dia 12 de dezembro de 2017.
O plano foi elaborado para garantir o fortalecimento futuro da Oi, além de manter a equidade entre as partes envolvidas, sendo positivo para todos. No caso dos credores, há previsão de recuperação de crédito mesmo com o corte na dívida. Já para os acionistas, seu valor patrimonial será preservado mesmo com a diluição de sua participação, tendo a possibilidade inclusive de aumentar o valor de seu patrimônio na companhia.
A Oi informa que seguiu todos os ritos processuais legais ao longo do processo de recuperação judicial. O plano apresentado está em conformidade com os mais altos padrões de governança e segue o que foi estabelecido por decisão judicial de 29 de novembro de 2017.
“Após mais de 18 meses de negociações, chegamos a uma proposta que é equilibrada para todas as partes e garante o fortalecimento da companhia, que é o objetivo da recuperação judicial”, afirma Eurico Teles, presidente e diretor Jurídico da Oi, cujo nome foi ratificado pelo Conselho de Administração para a presidência da companhia em 27 de novembro de 2017. “Ouvimos todos os envolvidos e entendemos que o plano que construímos reflete as conversas que tivemos ao longo do processo e é viável para todas as partes”, afirma.
O plano está estruturado de uma forma que viabiliza um fluxo de caixa adequado para a Oi, permitindo os pagamentos da dívida remanescente e assegurando um novo patamar de investimentos. O investimento da companhia aumentará de uma média anual de R$ 5 bilhões para R$ 7 bilhões nos primeiros três anos, que serão destinados à expansão da infraestrutura e projetos estratégicos.
Os novos recursos com o incremento no patamar de investimento da companhia no próximo triênio serão destinados a projetos de expansão da fibra ótica, aumento da cobertura 4G e projetos de digitalização.
Pelo plano, está previsto que o investimento atual, previsto em R$ 5,3 bilhões ao final de 2017, alcance R$ 7,1 bilhões em 2018 e se mantenha em R$ 7 bilhões tanto em 2019 como em 2020. O plano prevê que os recursos adicionais para investimentos virão de capitalização de R$ 4 bilhões de recursos novos e outros R$ 2,5 bilhões de recursos adicionais que podem ser buscados no mercado de capitais.
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