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O que esperar do reconhecimento facial no futuro?

O reconhecimento facial ganhou muitas variáveis nos últimos anos. Smartphones passaram a ser equipados com o sistema, aeroportos começaram a fazer check-in por meio do recurso, governos iniciaram testes para localizar pessoas procuradas e até a cantora Taylor Swift lançou mão da tecnologia para identificar stalkers. É um mercado em rápida evolução que deve crescer em média 21,3% ao ano, movimentando US$ 9,6 bilhões em 2022, segundo dados da Allied Market Research.

O que esperar, portanto, desse setor? Edwin Diender, vice-presidente da área governamental e utilities públicas da divisão Huawei Entreprise, fez suas apostas no Mobile World Congress (MWC), que acontece nesta semana em Barcelona.

Mas antes de enveredar pelo futuro, o executivo comentou que a tecnologia de alta definição já é usada em diversos setores hoje. Uma câmera do celular equipada com o recurso, aquela que você usa para tirar fotos e fazer selfies, quando combinada com aplicações médicas pode, por exemplo, ajudar a chamar uma ambulância em casos emergenciais. “Se alguém sofre um AVC ou uma parada cardiorrespiratória, um aplicativo de reconhecimento facial aponta a necessidade médica e indica o socorro”, contou.

Outro exemplo citado por ele, já em execução, está em Amsterdã, que monitora o nível dos canais usando uma câmera com o mesmo sistema de reconhecimento facial. Cada vez que o canal sobe de nível, um alerta é emitido.

Nos bancos, que já fazem amplo uso do sistema, o reconhecimento facial pode cancelar um pagamento caso alguém use a conta de forma indevida, para fraude, por exemplo. “Hoje, o reconhecimento facial é usado de forma mais comum para buscar uma pessoa específica, com uma roupa específica. No futuro, veremos novos modelos para reconhecimento facial”, assinalou.

Sobre os recursos de privacidade desse tipo de tecnologia, o executivo relata que hoje dependendo do caso, ela já conta com esse recurso. “Já é possível esconder ou desfocar o rosto das pessoas antes de os dados saírem da plataforma ou da câmera”, esclareceu, acrescentando que todos os provedores já contam com essa funcionalidade, inclusive a Huawei. Um exemplo prático é o Google Steet View, que ao mostrar a imagem das ruas, esconde o rosto das pessoas.

Sobre a questão da privacidade embutida na tecnologia, na visão de Edwin Diender, é tudo uma questão de atender e se adaptar à regulação. “Digamos que eu esteja trabalhando com o setor público no Rio de Janeiro como um gestor da cidade ou da área de TI. Se o governo quiser a plataforma, a legislação brasileira pode frear ou acelerar a implantação. Mas o reconhecimento facial é o mesmo utilizado em outros lugares, como Abu Dhabi. É a mesma solução, só muda a configuração”, finalizou.

*A jornalista viajou a Barcelona a convite da Huawei

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