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O que é preciso para ser o próximo Vale do Silício?

Cidades do mundo estão lutando para serem o próximo Vale do Silício, atraindo startups, empreendedores e empresas em um grande ecossistema de inovação e tecnologia. Quais seriam os ingredientes mágicos para chegar nesse patamar?
Talento, muito dinheiro e pessoas com ideias malucas parecem ser a mistura perfeita, de acordo com representantes de diversas cidades, incluindo Dublin, Berlin, Amsterdã, Moscou e Paris. Locais esses que são terreno fértil para o crescimento do novo Vale do Silício.
E por que uma cidade poderia querer se tornar um hub para startups? “Porque a tecnologia envolverá toda e qualquer parte de nossas vidas”, afirmou Niamh Bushnell, primeiro comissionário de Dublin para startups. O executivo falou durante apresentação no Mobile World Congress (MWC), que acontece nesta semana, em Barcelona. “Se você quer ter uma economia em qualquer coisa que seja, você precisará incentivar e acelerar startups”, completou.
Além de incentivos financeiros, outro ponto importante para a maturação de um local como o Vale do Silício é talento. Basicamente, é preciso uma porção de pessoas com boas ideias e com vontade de realmente começar um negócio.
Além disso, também é necessário oferecer uma boa estrutura para viver. “Para empreendedores é realmente importante ter um lugar para viver e crescer”, disse Frederic Oru, da aceleradora francesa Numa.
Sigrid Johanisse, da StartupDelta, iniciativa do governo alemão para incentivar o empreendedorismo, concorda. “Você precisa de uma cultura de mente aberta”, afirmou, completando que esse é o cenário perfeito para incentivar as pessoas a se arriscar e a tentar coisas diferentes.
Pavel Bogdanov, investidor de risco da Rússia, salienta que é importante para players do mercado olharem além dos próprios muros. “Nenhum país pode se dar ao luxo de ser apenas centrado em si mesmo”, disse.
Além disso, é preciso de um governo com espírito empreendedor, “que derruba obstáculos para que as pessoas com boas ideias não acabem bloqueadas”, disse Cornelia Yzer, senadora de economia, tecnologia e pesquisa de Berlim.
“O que temos de fazer como governos para dar suporte a startups”, disse Johanisse, “é construir uma infraestrutura digital de amanhã para que as empresas possam trabalhar nela hoje”.
A executiva completa que não há, na verdade, uma receita. “Sempre falamos sobre o Vale do Silício – e é incrível o que está acontecendo lá – mas, assim que você começa a definir o que isso significa e começa a copiar, você já está 20 anos para trás”, observa Johanisse. Para ela, há coisas que o Vale do Silício pode ensinar, como velocidade e abertura para realizar negócios, mas o segredo é: “sempre focar na sua força”, encerra.

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