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O que aprendi liderando millennials

Quantos de nós já leu um artigo ou conversou com alguém sobre a dificuldade de liderar pessoas da geração millennial? Eu, pessoalmente, cheguei à conclusão de que o problema não são eles. Claro que os millennials estão influenciando a forma como nós trabalhamos de uma maneira que nós, geração X e baby boomers, não conseguimos. Por isso, minha opinião é que deveríamos agir mais parecidos com eles.

A força de trabalho millennial está criando um espaço mais igualitário e ao mesmo tempo conduzindo uma cultura de crescimento pessoal. À medida que esse grupo avança em suas carreiras, o restante pode aprender lições essenciais com essa abordagem e acelerar esse movimento de transformação.

Quando os millennials entraram no mercado de trabalho, eu fiquei surpreso diante da aparente falta de respeito da parte deles pela hierarquia organizacional. Enquanto a maioria de nós, no começo da nossa carreira, jamais direcionaria uma pergunta direta a um CEO, os millennials não veem títulos como uma barreira e enxergam todos dentro da empresa de forma igual.

Os profissionais millennials enxergam oportunidades em desafios e não duvidam da sua capacidade de enfrentar situações difíceis. Falam abertamente em reuniões, ou agendam horário para se informar sobre o funcionamento das áreas onde podem vir a se tornarem líderes.

Ao mesmo tempo em que isso pode ser desconcertante à primeira vista, não deve ser repudiado. Na verdade, quando as empresas seguem o conceito de liderança em todos os níveis abrindo a comunicação, as ideias fluem mais livremente e, por fim, todos contribuem de maneira significativa. As companhias têm a chance de influenciar e dar o suporte aos seus gerentes millennials promovendo oportunidades para conduzirem reuniões, equipes e projetos estratégicos, e ainda ajudá-los a cultivar a liderança como uma habilidade. 

Mais feedbacks e reforço positivo
Quanto mais os millennials quebram estruturas tradicionais e se tornam líderes nas suas organizações, mais eles precisam de treinamento e feedbacks. Como qualquer gerente, os millennials precisam de clareza ao assumirem seus papéis e responsabilidades, e de saber como o sucesso é definido.

 

Mas, diferente de outros profissionais, os gerentes millennials buscam constantemente feedbacks com ênfase no reforço positivo. A geração que chega à vida adulta acompanhada de “seguidores” e “curtidas” nas mídias sociais responde bem a instruções e reforços. Sendo assim, esse novo modelo de gestão requer que a valorização dos funcionários seja prioritária.

Um tema que chama a atenção é o incessante apetite dos millennials por progresso. Enquanto às vezes isso possa se manifestar como uma falta de autoconsciência ou perseguição a promoções rápidas, eu acredito que os motivos que levam a esse comportamento está enraizado no desejo de ter um grande desafio. Os jovens profissionais se sentem fortemente seguros sobre suas ideias e capacidade de colaborar, e nós podemos direcionar essa paixão mudando a conversa de fatos que eles não podem controlar (por exemplo, promoções ou aumentos rápidos) para outros que levam à satisfação com o ambiente de trabalho, como identificar e dar autonomia para oportunidades de crescimento.

Eu acredito que os millennials estão transformando o ambiente de trabalho, e que essas mudanças são positivas. Será que nós seríamos capazes de conduzir um ambiente onde nossas vozes são ouvidas, onde a positividade supera a negatividade, e todos estão focados em crescer e desenvolver pessoas?

Essa é uma evolução do espaço de trabalho. Chegou a hora de parar de reclamar dos millennials e abraçar as mudanças que eles estão introduzindo para melhorar as nossas organizações.

 

 

(*) Mitch Macfarlane é COO da Instructure

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