O momento crítico das operações de TI

Na busca por garantir a integridade e o funcionamento pleno das operações de TI, além de intervir o mais rápido possível quando os problemas aparecem, os profissionais de tecnologia acabam não conseguindo atender às exigências cada vez mais complexas de suas aplicações. Com o aumento na quantidade de dados, a introdução de serviços em nuvem, os microsserviços e a dinâmica extremamente rápida de mudanças, notamos que é preciso redefinir o modelo como é feito o monitoramento das operações de TI. Estamos em uma situação de atenção.

Para implementar novas iniciativas de negócios digitais, devemos aprimorar as técnicas e utilizar a tecnologia a nosso favor, retirando a carga excessiva sobre o ser humano de analisar todas as informações para alcançar uma conclusão. É necessária uma abordagem fundamentada em mecanismos de inteligência artificial e automação.

Esse tipo de abordagem consegue compreender realmente a causa do problema, identificando a capacidade de uma variável influenciar a outra e também a solução imediata para os impasses. A combinação de tecnologias de inteligência artificial encontradas em aplicações avançadas, como pesquisas e detecção de fraudes, funciona segundo dois elementos-chave: provisionamento completo dos dados conectados e algoritmos inteligentes, que se combinam ao longo do tempo por meio da aprendizagem, aumentando a eficiência operacional e o desempenho.

Mais do que informação, é preciso fornecer respostas e soluções em um curto espaço de tempo, seguindo três processos básicos: Observar, Analisar e Responder. As soluções tradicionais são incapazes de suportar o grande volume de dados gerados por esses processos no ecossistema complexo da aplicação, além de não oferecerem inteligência para automatizar a análise. Com baixa identificação de problemas, essas soluções geram diversos alertas falsos e em uma quantidade difícil de ser analisada por operadores humanos, que precisam sintonizar manualmente parâmetros como sensibilidade de detecção de falhas por tentativa e erro.

A elevada complexidade das operações de TI atuais faz com que as empresas busquem novas soluções que minimizem o impacto nas operações, aumentem a confiabilidade e a produtividade das suas equipes. Além disso, sem automação, é praticamente impossível gerenciar hiperescalas emergentes com ambientes híbridos complexos. Se queremos conduzir ambientes integrados ao mesmo tempo em que mantemos suporte para aplicações existentes (ou mesmo expandir o escopo), precisamos cada vez mais pensar em soluções de automação de monitoramento baseadas em inteligência artificial.

*Rene Abdon é diretor de serviços da Dynatrace no Brasil

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