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Nuvem demanda novas habilidades

Os fabricantes de tecnologia devem ajudar os clientes a trilharem o caminho para a computação em nuvem e para isso é essencial a criação de novas habilidades dentro das empresas. A afirmação é do CIO da EMC, Sanjay Mirchandani. Ele mesmo se intitula um ?diretor de nuvem?, alguém responsável por ensinar seus pares a tirar o máximo de proveito dos parceiros e das soluções de cloud da marca. ?Os profissionais de TI precisam estar prontos para mudar?, avisa.

A principal dificuldade a ser enfrentada nos próximos anos é o grande volume de informações geradas fora das empresas e de forma não estruturada (vídeos, documentos comuns, SMS, etc). São dados que não se encaixam nos atuais sistemas de análise das empresas. Elas estão acostumadas e preparadas para trabalhar com dados estruturados do ERP, banco de dados ou CRM.

A EMC calcula que, atualmente, existam 1,2 zetabytes de dados. Em 2020, esse volume pode chegar a 35 zetabytes. Cerca de 90% de tudo o que ele chama de hipernuvem será informação não estruturada. Desse total, 45% dos dados serão gerados por consumidores, organizações, órgãos públicos e companhias que não são parceiros, mas podem conter informações valiosas. Mirchandani avalia que ao menos 80% desses dados valiosos serão gerenciados pelas empresas usuárias de TI que até então não se preocupavam com isso.

É um mundo novo para os departamentos de TI. Poucos passos foram dados até agora e há muita dificuldade e dúvidas. O executivo acredita que essa situação está dentro do normal para as mudanças que ocorreram e agora é hora de ter um novo foco na área. ?As companhias precisam criar novas formas de ganhar eficiência e ter habilidades na nuvem, seja pública ou privada?, comentou.

Para ele, uma das saídas é a criação de novos profissionais dentro da TI. Um dos cargos propostos é o diretor de nuvem. Mas Mirchandani também propõe o surgimento de cientistas de dados e arquiteto de nuvem. Todos com habilidades de coletar os dados onde eles estiverem, tratar de acordo com a estratégia e trazer ganhos para as companhias.

Segundo o executivo, a tecnologia não é o problema hoje. ?O que existe atualmente nas empresas é bom, evoluiu muito, e tende a evoluir ainda mais.? A dificuldade está em como conseguir rapidez, eficiência e redução de custo. ?A nuvem já está formada e só vai crescer, agora é hora de impulsionar as estratégias usando a TI nessa nova forma da cloud computing?, destacou.

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