Com vários nomes já recebidos desde a apresentação feita em julho de 2012 – Office 15, Novo Office, e Office 2013 –a nova geração do pacote de produtividade da Microsoft, finalmente, será lançado na terça-feira (29/01), com apresentação simultânea em São Paulo. Com apelo touch screen, o sistema foi feito totalmente pensado para cloud computing e tecnologia de toque, o que garante a integração dos conteúdos por meio da conta Live ID, que o usuário possui com a fabricante.
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No convite para a coletiva de imprensa, a fabricante não dá muitos detalhes. “Venha descobrir, na coletiva de imprensa, como o novo Office, integrado a diferentes serviços, transformará a maneira como as pessoas interagem”, diz a mensagem. Não há qualquer alusão ao nome do produto, mas um pequeno logo do Office 365 no topo do convite já dá a indicação do apelo de nuvem do produto.
Durante a apresentação do então chamado Office 15, feita no ano passado, Steve Ballmer, CEO da gigante de software, foi categórico ao afirmar que a novidade era o “lançamento mais ambicioso feito pela Microsoft em sua história”.
“É um ótimo momento para estar na Microsoft. Desde o lançamento do Windows 95, esta é a melhor nova versão do Office em anos, porque foi desenhada para o novo momento de serviços de nuvem. É quase mágico”, dissera o executivo, detalhando que todo o desenvolvimento do produto foi feito de forma integrada com o Windows 8, que chegou ao mercado em outubro passado.
À época, Ballmer prometeu que a venda de licenças convencional do Office permaneceria e que as ofertas ocorreriam de forma paralela. “Continuaremos a suportar nossos clientes corporativos, mas vamos mostrar o Office para consumidores e usuários finais, em suas casas”, introduziu, citando como exemplos para o “bom ano da Microsoft” a chegada, além do pacote de produtividade, do Windows 8, da linha de tablets Surface, Windows Phone 8, Windows Server 2012, Xbox com Internet Explorer e SmartGlass, além do novo Bing, que faz, segundo Ballmer, correlação entre dados de usuários para obtenção de melhores resultados de busca. O pacote também já viria com os serviços Lync e OneNote integrados.
Baixei a versão de testes do produto logo que ela ficou disponível, e achei-o bem interessante. A resposta à digitação é muito mais leve, e a capacidade de integrar o conteúdo na nuvem é, sem dúvida, um apelo interessantíssimo – especialmente em temos de usuários adestrados a serviços como Dropbox e Google Drive. De fato, a Microsoft não poderia se contentar somente com a oferta de seu serviço de nuvem SkyDrive, sem a integração com o Office, porque sabe bem onde está seus usuários. Eles estão em pacotes de produtividade, dentro das empresas e nas escolas. Quanto menos espaço e barreiras entre esses perfis e o ambiente pessoal – vide os esforços ao usuário final com Windows 8 e Windows Phone 8 – mais chance a fabricante tem de brigar com a consumerização dentro das empresas. Consumerização esta que pode custar muito mais do que alguns dos poucos fios de cabelo da cabeça de Ballmer.
O IT Web estará no lançamento e passará as novidades tão rápido quanto possível.
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