A internet das coisas (IoT, na sigla em inglês) não trouxe apenas mais dispositivos conectados, mas também uma porção de desafios para a segurança das empresas. À medida que devices se tornam mais inteligentes e autônomos, chefes de segurança precisam adaptar mecanismos e táticas para proteção e confiabilidade de ecossistemas.
Apesar de algumas pessoas acharem que negócios digitais e internet das coisas são itens distantes, não é bem assim que funciona, de acordo com Dionisio Zumerle, diretor de pesquisas do Gartner.
Ele cita como exemplo carros comerciais que compartilham implementações com aplicativos de smartphones. “A escala dessas interações pode apresentar mais vulnerabilidades e demandam atenção”, conta. “No ano passado, por exemplo, mais de 3,4 milhões de veículos tiveram de receber atualizações para vulnerabilidades de segurança que podiam impactar passageiros. Temores sobre riscos da interconectividade são de tal ordem que a China proibiu suas forças armadas de utilizar tecnologias vestíveis conectadas à internet”, observa.
Para ele, o modelo tradicional de segurança da informação prioriza confidencialidade, integridade e disponibilidade da informação. Mas, com a mistura cada vez mais estreita entre os mundos real e virtual, as vulnerabilidades digitais resultam em catástrofes físicas. “Como resultado, a segurança de ambientes e indivíduos se torna o principal objetivo”, observa.
Com as novas interações humano-dispositivo e dispositivo-dispositivo, devices precisam estar disponíveis para operar em diferentes níveis de confiança. “Como nas interações humanas, isso [essa abordagem] permite que a confiança se desenvolva em operações menos importantes antes de um componente ser confiado a operações mais críticas”, afirma Zumerle.
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