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Nova economia pede quebra de silos, afirma CEO da HP

Você deve estar cansado de ouvir que o Uber é a maior companhia de táxi sem ter nenhum carro ou mesmo que o Airbnb é a maior rede hoteleira sem possuir nenhum quarto, certo? Mas o fato é que tudo isso é verdade e essa realidade é parte do que muitos chamam de economia digital ou, como preferiu a CEO da HP Meg Whitman, economia de ideias. Para a executiva, esse modelo que emerge nada mais é que ter uma visão empreendedora e converter ideias em negócios ou produtos.

“Trata-se de um atitude que muda o mercado”, ponderou a CEO ao falar durante o HP Discover, principal evento da fabricante para clientes e parceiros em Las Vegas (EUA). “As ideias sempre foram combustível para o sucesso do negócio, mas a habilidade de convertê-las em negócio ou produto nunca foi tão acessível e simples como agora por conta da tecnologia”.

Mas se as oportunidades são mais numerosas e os processos mais simples, a realidade é que na execução nem tudo sai como deveria. Mesmo com acesso a ferramentas de mobilidade, big data e mesmo serviços em nuvem, o que dispensa qualquer grande investimento inicial em infraestrutura, muitos empreendedores falham em colocar seus planos em prática e quando o assunto é intraempreendedorismo essa taxa de sucesso é ainda menor. Para isso, no entanto, existe uma explicação simples: resistência e apego aos silos.

Como lembrou Meg, a maioria das empresas convivia com uma TI pouco flexível e que impedia a implantação de ideias, deixando pouco espaço para empreender. Ainda que a TI inflexível continue existindo, as ideias não têm sido tão represadas como antes. “As pessoas passaram a compartilhar seus planos e a contratar infraestrutura e software como serviço, criando, assim, empresas com grande valor se sem grandes investimento iniciais, como Vimeo, Airbnb, entre outras e todas elas representam a economia das ideias”, cravou.

A existência de silos, seja em TI ou em qualquer outro departamento, será cada vez mais combatida nas empresas. O trabalho colaborativo e multidisciplinar tem comprovado bons resultados e não há como fugir. E no caso de TI, os novos modelos vieram para facilitar o dia a dia e tirar a carga de falta de agilidade do departamento. Por exemplo, se antes uma ideia não vingava ou era aceita por falta de tempo ou por custos proibitivos para testar, com os serviços que vieram a partir da computação em nuvem, como plataforma como serviço (PaaS) isso já não é mais um problema.

Mas mais que ideias e o uso da tecnologia para acelerar a chegada delas ao mercado, é preciso maturidade e agir no tempo certo. Os taxistas hoje reclamam do Uber, mas as milhares de cooperativas tiveram tempo para agira e não quiseram. E isso no mundo inteiro. Uma das maiores cooperativas de táxi de São Francisco (EUA) sabia do Uber e, mesmo assim, continuou com seu serviço via rádio e hoje sofre fortemente com queda no lucro.

“Você precisa de um parceiro forte para fazer tudo isso acontecer. O primeiro passo para esse novo momento é quebrar a barreira dos silos que impedem a flexibilidade de sua infraestrutura. Vivemos num mundo híbrido e sua infraestrutura tem que estar disponível em qualquer lugar, a qualquer hora, com o melhor gerenciamento e orquestração”, finalizou Meg. 

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