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Voando com o iPod Vídeo

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Meu primeiro contato com o iPod foi na época do lançamento do iTunes, o gerenciador de músicas e loja online da Apple. Naquela época eu vinha de uma longa familiaridade com o Musicmatch, mas a cada “evolução” gostava menos do produto. Experimentei o Winamp também sem sucesso, não que o produto fosse ruim, mas é que eu prefiro uma interface simples, com poucos recursos ou opções, e justamente por isso mais fácil e rápida de usar.

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Quando o iTunes chegou ao mundo Windows, foi amor a primeira vista. Muito fácil de usar, uma interface limpíssima e uma incrível facilidade para gerenciar a biblioteca de músicas que naquela época já começava a ficar confusa, com tantas pastas. Foi com o iTunes que eu ultrapassei pela primeira vez a marca de 10GB de musicas, um limite que eu nunca acreditei que chegaria. Mal sabia eu que isso é até pouco, minha biblioteca atual tem mais de 30GB e ainda faltam inúmeros CDs na sala para eu “rippar”.

Um amigo veio aqui em casa com um iPod, acho que um dos primeiros, e me mostrou como o iTunes funcionava com ele. Gostei, simples, fácil e bem objetivo. Pensei ” quando der, vou comprar um iPod pra mim “. E esse dia chegou quando o iPod Mini foi lançado, coincidentemente na semana em que eu estava no exterior para um evento, e havia uma loja da Apple perto. Cheguei à loja, vi os modelos e comprei um de 4GB por 250 dólares mais as taxas locais. Aproveitei o embalo e comprei um carregador de parede porque o iPod não vem com carregador. Total da compra, cerca de 300 dólares em uma época de dólar na faixa de 3 reais.

Pombas, quase mil reais por um iPod! Que loucura que eu havia feito, e para piorar meu notebook não tinha música alguma, não pude nem testar o aparelho, muito menos ouvir as músicas no longo vôo de volta. De volta ao Rio de Janeiro, usei o iPod umas poucas vezes e acabei passando pra minha esposa. Achei aquele formato meio sem jeito e aquele visor preto e branco não tinha charme algum, e para piorar o tal do iPod travava com muita facilidade, bastava usar os comandos com maior velocidade e pronto: era preciso fazer um reset.

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Desisti do iPod e de qualquer outro MP3 Player até recentemente quando a Claudia ganhou de presente um iPod nano de 1 GB, pretinho, bem bonito. Realmente o produto evoluiu consideravelmente desde meu iPod Mini, e o preço deixou de ser um absurdo, agora coisa de 150 dólares apenas, e em reais também não assustava porque a cotação do dólar no Brasil está bem baixa ultimamente. No mês passado mais uma nova geração do iPod chegou as lojas e a versão de 2GB do nano assumiu o lugar da antiga de 1GB, na faixa de 150 dólares. Pensei ” talvez seja a hora de comprar novamente… ” já que eu iria para São Francisco, para o IDF, naquela semana.

Só que ao chegar à loja, me encantei com o novo iPod Vídeo de 30GB. Ele é bem mais caro, 249 dólares, mas é muito mais interessante do que as antigas versões do iPod, pesadas e grandes. O tamanho atual é bem menor, mais fino e delicado, a tela é maior, e a performance exibindo vídeos grandes (mais de uma hora de duração) é perfeita. No showroom havia uma demo para assistir, e se o vídeo era algo que eu nunca tinha dado importância, depois da demo eu definitivamente me encantei com o produto. A versão de 80GB é diferente da de 30GB, além do preço 100 dólares maior, ele é mais gordinho, mais pesado, mas tem uma bateria de duração maior (20 horas, contra 14 horas da versão de 30GB). Até pensei em levar a de 80GB, mas a lembrança do fracasso com o velho iPod mini me veio a cabeça e acabei levando a de 30GB mesmo.

Cheguei ao hotel, aproveitei para converter uns vídeos no notebook e preparar uma playlist para o vôo de volta ao Brasil, e descobri uma infelicidade tremenda da Apple. Em ambiente MAC OS X, o Quicktime é capaz de converter filmes DivX diretamente para o formato MP4 do iPod, mas em ambiente Windows isso não é possível porque falta um componente DirectX ao Quicktime, provavelmente por causa de licenças. Então para converter um vídeo que eu tinha em formato DivX eu precisei fazer duas etapas, utilizando uma versão descompactada intermediaria. Evidentemente demorou muito para converter o filme de pouco mais de uma hora, mas era o jeito. Eu iria embarcar no dia seguinte e queria ver o filme a bordo.

Dentro do avião foi ótimo, ouvi quase 6 horas de músicas que eu havia selecionado até chegar em Miami, e de lá para o Rio forma mais 2 horas de musicas e o tal filme, com uma qualidade excepcional e ótimo áudio. No início demorei um pouco para encontrar a melhor posição para segurar o iPod e ver o filme, mas acabei dando um jeito. Beleza!

Assim que cheguei ao Rio comecei a pesquisar alternativas para converter um DivX direto para o iPod, e encontrei várias. A que mais gostei chama-se Apollo iPod Vídeo Converter que tem uma ótima interface e boa velocidade de conversão, custa menos de 25 dólares para registrar e se você comprar junto com o Apolo DVD to iPod ($35), sai tudo por 50 dólares. Enquanto a Apple não resolver essa deficiência no Quicktime em ambiente Windows, a alternativa será usar um conversor de terceiros mesmo.

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Acima a interface do Apollo iPod Vídeo Converter

Enquanto escrevia essa coluna converti mais dois filmes que pretendia ver nesse fim de semana, e junto com as quase 10GB de músicas que eu selecionei da minha biblioteca musical, consegui montar um super companheiro de viagem ou de fim de semanas chuvosos. iPod Vídeo, eu recomendo.

DICA: para quem gosta de MP3, não deixe de olhar as novas versões do Sandisk Sansa da série e200 , eles estão surpreendendo o mercado.

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Editorial IT Forum 365
16 anos ago

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