Prestes a entrar em operação, a portabilidade numérica está acirrando os ânimos das operadoras. De acordo com Carlos Cipriano, diretor da Vivo em São Paulo, a operadora decidiu não cobrar nada para os clientes que decidirem entrar em sua rede. “Não há previsão de cobrar nada pelo processo”, afirmou em entrevista ao IT Web.
O regulamento da portabilidade prevê que o usuário que quiser portar seu número deverá pagar uma tarifa à operadora para a qual quer mudar. O valor ainda não definida pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), mas segundo declarações de seu presidente, Ronaldo Sardenberg, deve ficar próximo dos R$ 10.
Assim, a operadora arcará com o custo de portar novos usuários, e de manutenção do sistema – valor que será dividido pelas empresas, mas que também não está definido. Para não ter impacto financeiro, Cipriano afirma que foram feitas melhorias em processos e redução de custos internos. “Acreditamos em um saldo positivo em usuários saindo e entrando na base”, comenta, sem abrir números. A Vivo é líder do mercado de telefonia móvel com 30,25% de participação em julho, segundo a Anatel.
O executivo também pontua que, desde fevereiro, a Vivo tem investido em melhorias na qualidade de sua rede, serviços, abordagem de clientes nas lojas e no call center, pensando na chegada da portabilidade. Ainda assim, a operadora assinou a carta enviada à Anatel na semana passada pedindo o adiamento do início do serviço. “Fomos solidários à carta porque não adianta nós estarmos prontos e os concorrentes não”, justifica Cipriano.
A portabilidade numérica começa a funcionar no Brasil na próxima segunda-feira (01/09). Em princípio, serão 11 municípios. Segundo o cronograma da Anatel, o sistema deve estar totalmente implementado em março de 2009.
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