Veeam reforça estratégia de resiliência de dados para enfrentar nova era dos ciberataques

A lacuna entre empresas confiantes em suas ciberproteções e aquelas que realmente estão protegidas ainda é significativa. De acordo com um levantamento realizado pela Veeam, embora um terço das companhias afirme estar preparado para um possível ciberataque, apenas 8% delas possui estrutura adequada para lidar com isso. Os dados foram divulgados durante o VeeamOn 2025, evento anual da empresa, realizado em San Diego.

Esse cenário levou a companhia a manter o mesmo foco do ano anterior para o desenvolvimento de produtos e investimentos: a resiliência de dados. “Do nosso ponto de vista, nada mudou muito”, afirmou Dave Russell, vice-presidente sênior e head de Estratégia da Veeam Software, durante uma apresentação especial para jornalistas no evento.

A estratégia atual da empresa concentra-se em ajudar seus clientes a fortalecerem a proteção das informações por meio de cinco áreas principais – backup, inteligência, recuperação, portabilidade e segurança. Para isso, a Veeam anunciou a primeira plataforma de medição de resiliência: o Modelo de Maturidade de Resiliência de Dados (DRMM).

Com base em perguntas direcionadas, inteligência artificial e análise de sistemas, a solução avalia como a organização se posiciona nas principais áreas destacadas pela Veeam, determinando o nível de maturidade em cibersegurança, classificados como:

  • Básico: reativo e manual, altamente exposto;

  • Intermediário: confiável, mas fragmentado, sem automação;

  • Avançado: estratégico e proativo, porém sem integração total;

  • Melhor da categoria: autônomo, otimizado com IA, totalmente resiliente.

Leia mais: Com crescimento de ciberataques via RMM, Proofpoint foca em solução “human centric”

A iniciativa foi criada em parceria com a McKinsey & Company, a Microsoft, o Massachusetts Institute of Technology (MIT), a Splunk e a Palo Alto Networks. A proposta é permitir que as organizações realizem uma análise objetiva de seus planos e possam recalcular as rotas.

“Muitas vezes, as empresas não têm noção de onde realmente estão em termos de cibersegurança – ainda é uma área pouco valorizada. Com essa ferramenta, esperamos oferecer aos CISOs uma forma de demonstrar a importância de seus trabalhos”, afirmou George Westerman, professor sênior e diretor de Pesquisas Científicas do MIT.

O acadêmico também destacou que, entre os 500 líderes de TI que colaboraram na fase inicial do DRMM, o parâmetro com maior deficiência era o de segurança.

Adentrando uma nova era

Apesar de manter o tema para 2025, a Veeam tem investido em novas formas de garantir essa resiliência. Durante a keynote do evento, o CEO da companhia, Anand Eswaran, comentou sobre a transformação que o setor enfrentou com a chegada da inteligência artificial (IA): “Antes, os criminosos eram especializados em uma linguagem ou forma de invasão, então, para criar um ataque, levava-se muito tempo. Agora, com a IA, eles podem usá-la para codificar diversos casos e escalar esses ataques.”

Se os grupos transgressores utilizam a tecnologia para criar ofensivas, também é necessário aproveitá-la para as defesas. Com esse propósito, a Veeam anunciou que, a partir de agora, as empresas poderão conectar suas aplicações de IA aos dados integrados à plataforma por meio do Model Context Protocol (MCP) – um padrão aberto desenvolvido pela Anthropic.

A proposta é permitir que as organizações utilizem seus dados de backup em diferentes aplicações impulsionadas por IA, como busca e recuperação de documentos por linguagem natural, além do enriquecimento de copilotos e agentes virtuais com contexto corporativo específico. O suporte estará disponível nas próximas versões da Veeam Data Cloud.

A companhia também aproveitou o evento para lançar a nova versão de seu software, o V13, ainda em fase beta, já integrado às suas soluções desenvolvidas em parceria com a Microsoft.

*A jornalista viajou a San Diego a convite do Veeam

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