Nem mesmo a China, que inunda o planeta com seus produtos e atiça a competição global, é mais atraente que o Brasil em varejo de roupas, entre nações emergentes. Quem afirma é a consultoria internacional A.T. Kearney, que mantém o Brasil no topo de um ranking de 30 países desde 2008. A notícia é animadora por um lado, mas, por outro, traz implicações que não podem ser ignoradas pelas empresas locais, como o aumento da demanda e o potencial acirramento da concorrência. Este fato já é sentido no mercado de luxo, com o desembarque cada vez mais frequente de grifes internacionais, além da perspectiva de chegada de outras marcas globais de massa nos próximos anos, como prevê a A.T. Kearney. E, embaladas pelo vigor econômico do País, muitas empresas têm partido para a profissionalização do seu negócio, o que implica investimento alto em TI.
Ainda que o setor esteja longe de alcançar a maturidade nesta área, há algumas exceções. De acordo com o estudo “Panorama da Cadeia Têxtil e de Confecções e a Questão da Inovação”, divulgado em 2009 por pesquisadores do BNDES, o elo de confecções no País é altamente pulverizado, historicamente investe pouco em tecnologia e precisa desenvolver estratégias competitivas diferenciadas, baseadas em inovação tecnológica, se quiser enfrentar em igualdade de condições a concorrência local e global.
Empresas como Iodice e M5 Têxtil – dona das marcas M.Officer, Miele e Carlos Miele – estão entre as que já mudaram expressivamente o perfil da sua TI nos últimos anos, na esteira de processos de reestruturação. Para essa empreitada, elas seguiram a trilha que começa com a revisão de processos e a substituição de todo o legado por sistema de gestão integrado. A partir daí, com banco de dados unificado, passam a agregar soluções de ponta mais complexas, agora permitidas pelo novo ambiente.
Na prateleira, as empresas brasileiras encontram poucos, mas eficientes, sistemas de gestão específicos para a vertical de vestuário e calçados, como os da Verup e da Linx, com módulos que cobrem da confecção da peça à venda final, além de ferramentas de apoio estratégico, como BI e CRM, e inúmeros recursos sofisticados, como interface touchscreen, catálogo eletrônico e robô de conciliação, entre outros.
Leia também:
M5 Têxtil acha que setor ainda falha no uso da TI
Exigências legais movimentam TI da Daslu
Iódice colhe benefícios de sistema de gestão
Expansão mantém ritmo forte na TI da Renner
A computação quântica ainda não tem aplicação comercial em escala. A Hewlett Packard Enterprise (HPE)…
A China voltou a defender a criação de mecanismos internacionais de governança para inteligência artificial…
A SpaceX alcançou um marco importante e histórico poucos dias após sua estreia na bolsa…
A inteligência artificial já entrou no radar estratégico das empresas brasileiras, mas sua adoção ainda…
Na visão de Domingos Bruno, especialista do IT Forum Inteligência, o CIO do futuro não…
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou a posição brasileira sobre governança digital e inteligência…