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Transformação ampla impõe desafios para além do digital

A transformação digital impõe grandes desafios a uma companhia, mas e se essa transformação é muito maior do que simplesmente digital? Que fatores impactam o sucesso das empresas e que desafios e lições podem ser aprendidas por aqueles que de fato decidiram se aventurar em guinadas radicais (e culturais) de seus negócios?

Foi o que a EY debateu nessa quinta (21), durante o IT Forum Trancoso. E a resposta ficou a cargo de um dos clientes da empresa, a administradora de shoppings Aliansce Sonae. A empresa tem 38 centros de compras no Brasil sob sua gestão, e durante a pandemia foi obrigada a rever sua atuação quando eclodiu a pandemia de COVID-19.

A empresa apostou em uma experiência híbrida de compras para engajar consumidores e lojistas, especialmente pequenos e médios. E passou então a apoiar esse público com soluções tecnológicas e serviços de consultoria prestados através de uma startup – a Alsotech – atrelada ao negócio principal, transformando os shoppings centers principalmente em “centros de conveniência”.

“Governança é o nó da questão. Tem uma frente tendo que entregar com velocidade, experimentar, e a o mesmo tempo ser sustentável, rodar com escala. Como fazer isso ao mesmo tempo? A gente bateu muita cabeça”, contou Fabio Moraes, diretor de TI da Aliansce Sonae.

Uma nova cultura precisou ser fomentada, mas com alguns limites. A nova empresa tem autonomia para experimentar novas soluções, “mas não para escalar”, disse. “Tem que ficar de pé o business case, apresentar para um comitê.”

A Alsotech então se firmou como o braço de inovação da Aliansce Sonae, responsável pelo desenvolvimento da estratégia “figital” da companhia. Mas, no fim, também se tornou um caminho de reforço para a transformação digital da empresa mãe.

Transformação efetiva

Para Denise Marconi, sócia líder de Tech Transformation da EY, para que uma empresa mude de forma de pensar e realmente se transforme, é preciso vencer uma série de desafios. Se no passado se buscava estabilidade e ganhos consistentes, agora o novo modelo de negócios exige criação de novos mercados e formas de monetização.

“Todo mundo aqui tem a complexidade dos sistemas legados como desafio, a ampliação de front e back-end. Quais são os outros componentes que saem desse mundo da tecnologia em si?”, questionou ao público do IT Forum Trancoso. A resposta passa tanto por processos como por pessoas e ferramentas.

“Muitas empresas ainda fazem os pockets products, projetos pontuais, mas efetivamente não criam um produto ou serviço sendo efetivamente digitais”, pontuou. “Temos ferramentas para analisar a maturidade digital e dos times. A reflexão é se a gente está usando todas as ferramentas que temos e se compartilhamos a experiência de outras jornadas.”

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