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“Temos de ser nossa referência”, diz Rosi Teixeira, diretora de tecnologia da Zup

Na tecnologia, cada linha de código tem o poder de transformar negócios. É nesse contexto que Rosi Teixeira se destaca, combinando determinação, ousadia e liderança para enfrentar desafios. Atual diretora de tecnologia da Zup, ela acumula mais de 30 anos de experiência no setor e demonstra que o autoconhecimento, aliado à coragem para romper barreiras, abre caminhos para que mais mulheres conquistem seu espaço.

Em Salvador, onde nasceu e vive, Rosi recorda seus primeiros passos no mundo da tecnologia. Aos 17 anos, munida de muita imaginação e de um diploma técnico em processamento de dados, ela convenceu sua mãe a investir em seu futuro na área de tecnologia, mesmo quando os computadores eram raros e as referências femininas, praticamente inexistentes. “Sempre fui a mulher do código. Olhei ao redor e, 15 anos atrás, não via mulheres. Mas isso nunca me impediu de sonhar e trilhar meu caminho.”

Iniciando como técnica de informática, Rosi vivenciou de perto o ambiente corporativo – desde a modernização de negócios por meio da tecnologia até a programação, que se revelou uma paixão capaz de impulsioná-la para papéis cada vez mais estratégicos.

A transição natural de desenvolvedora para líder técnica não foi apenas um avanço profissional, mas também uma conquista pessoal que a impulsionou a ser referência para outras mulheres que almejam ocupar espaços antes considerados inalcançáveis.

Inovação, liderança e transformação digital

A visão de Rosi sempre ultrapassou os limites da técnica. Projetos que promoveram a expansão do acesso à informação, como a transição dos relatórios em papel para a web em ambientes universitários, foram marcos da sua trajetória que consolidaram sua crença na capacidade transformadora da tecnologia. “Ver a informação se tornar acessível a todos, quebrando barreiras e aproximando pessoas, foi uma das experiências mais marcantes da minha carreira”, relembra.

Hoje, liderando a TI da Zup, essa inquietude pelo novo se manifesta na busca incessante por soluções que tornem a tecnologia brasileira competitiva globalmente. Sua missão na empresa é clara: entregar soluções no tempo em que os clientes precisam, articulando valor e promovendo uma cultura de inovação constante. E, nesse processo, ela enfrenta o desafio de manter equipes remotas conectadas, integradas a uma estratégia comum, um verdadeiro exercício de liderança colaborativa e empática.

Estilo de gestão que transforma

Para Rosi, liderar é, antes de tudo, ouvir e desenvolver as pessoas. Seu estilo colaborativo é marcado pela criação de espaços de diálogo, em que cada voz tem valor e cada desafio se torna uma oportunidade de crescimento. “Gosto de desenvolver todo mundo que está perto de mim. Criar momentos para ouvir, entender o contexto e fomentar a autonomia são práticas que enriquecem não só o trabalho, mas a vida de cada um”, compartilha.

Ao longo dos anos, a experiência acumulada lhe ensinou que conhecer as próprias fortalezas e lacunas é fundamental para enfrentar um mercado supercompetitivo. Essa maturidade profissional e pessoal é o que a faz seguir firme, incentivando outras mulheres a se conhecerem e a reconhecerem seu valor.

Inspiração e referência

A mensagem que Rosi transmite é simples e poderosa: “Temos de ser nossas referências”. Ela reconhece que mulheres ainda se deparam com a ausência de modelos que reflitam suas realidades e, nesse cenário, ela se posiciona como uma voz ativa e acolhedora, encorajando a busca por conexões que diminuem a sensação de isolamento.

“Uma mensagem importante para as mulheres é que não se assustem por não encontrar referências – talvez elas estejam em uma bolha. Se conectar com outras pessoas faz toda a diferença”, pontua. “Minha parte foi estar sempre preparada para as oportunidades e entender essa diferença tirou um fardo enorme. Muitas mulheres carregam esse peso como se fosse um problema individual, mas nossa missão é seguir desafiando os limites que nos impõem. Se conectar com quem já trilhou esse caminho acelera a jornada”, completa.

Para ela, cada conquista não é apenas pessoal, mas um passo para abrir espaço a novas histórias e a futuras líderes que transformarão a tecnologia no Brasil e no mundo.

Além de sua atuação no mercado, Rosi também investe na formação de novos talentos, como professora na trilha de liderança da Fundação Dom Cabral (FDC) e conselheira na Wylinka, e se dedica a fomentar debates sobre inovação, agilidade e o futuro das tecnologias emergentes. Essa dualidade entre executar e ensinar reforça seu compromisso em construir um ambiente mais inclusivo e colaborativo, onde o sucesso é compartilhado.

Coragem e paixão pelo futuro

Ao assumir o papel de diretora de tecnologia da Zup, Rosi se reinventa e reafirma sua paixão por liderar com propósito. Com a inteligência artificial (IA) e outras tecnologias emergentes redesenhando o mercado, ela encara cada desafio como uma nova oportunidade para gerar resultados concretos – sempre com o olhar atento às necessidades dos clientes e à importância de manter o time unido.

Em suas palavras, cada conquista é um convite para que outras mulheres também se lancem nessa jornada. “Eu existo nesse lugar, eu sentei nessa cadeira e você também pode”. Essa é a essência de Rosi. Transformar desafios em oportunidades e, sobretudo, ser a própria referência em um mundo que ainda precisa muito se espelhar na força e na determinação das mulheres que fazem a diferença na tecnologia.

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