Depois de retirar a oferta de 7,15 bilhões de euros para assumir a parte que a Portugal Telecom (PT) tem na Vivo, a Telefónica parece não ver alternativa no caminho a não ser a dissolução da Brasilcel, controladora de 60% da telco móvel brasileira – os outros 40% estão nas mãos do mercado de ações. A holding sediada na Holanda é dividida em partes iguais entre os grupos espanhol e português.
O jornal El País afirma que a Telefónica já deu o primeiro passo para romper a aliança com a PT ao contratar o escritório De Brauw Blackstone Westbroek. Usando informações da Bloomberg, o periódico espanhol diz que o De Brauw buscará a dissolução da Brasilcel. Até o momento, entretanto, a Telefónica não se pronunciou oficialmente sobre assunto. Mas antes mesmo de a Bloomberg divulgar este dado, na última semana, rumores de mercado sustentavam a possibilidade de a espanhola recorrer à justiça holandesa para dissolver a sociedade.
Enquanto o caso Vivo se limitava às ofertas da Telefónica e análise do conselho de administração da PT, as coisas caminhavam normalmente. As relações, ao que tudo indica, se estremeceram a partir do momento em que o governo de Portugal fez uso da golden share para proibir a venda da participação da PT na Vivo, ainda que os acionistas tivessem dado aprovação ao negócio.
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