Entre as startups do varejo brasileiro – as chamadas retailtechs –, os investimentos totalizaram cerca de R$ 541 milhões, somados os 40 aportes feitos entre janeiro de 2022 e novembro de 2024 – 15 deles apenas esse ano. Startups de fidelização do cliente (70%) e comunicação e relacionamento (11%) tiveram a maior participação no montante total.
Os dados fazem parte do último levantamento para o setor da Liga Ventures. Ao todo foram mapeadas 174 startups ativas que utilizam diferentes tecnologias específicos para o varejo. Elas foram divididas em nove categorias, sendo o de comunicação e relacionamento com o cliente (28%), análise de dados (18%), experiência do cliente (12%), chatbots (12%) e fidelização do cliente (10%) os mais prevalentes.
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“O setor varejista passou por uma forte corrida pela digitalização nos últimos anos e agora vive uma nova fase: trabalhar a hiperpersonalização da jornada do cliente, chave para ganhar a competição cada vez mais acirrada. Isso fica mais latente em períodos estratégicos como a Black Friday”, pondera Daniel Grossi, cofundador da Liga Ventures, em comunicado.
Segundo o executivo, 30% dessas startups já adotam inteligência artificial para melhorar a experiência do cliente. “Outro reflexo disso é o crescimento recorde de investimento em startups da área, que cresceu 177% em relação ao ano passado”, diz.
Entre as 52 das startups analisadas que aplicam inteligência artificial em soluções, o intuito é operar chatbots e assistentes virtuais, fazer recomendações personalizadas, analisar sentimento, fazer automação de marketing, visual search e customização de produtos.
Cerca de 21% das startups analisadas pelo levantamento foram criadas entre 2020 e 2024. No total, a maioria está em São Paulo (49%), seguido por Minas Gerais (11%), Paraná (8%), Santa Catarina (9%) e Rio de Janeiro (6%).
Em relação à maturidade das retailtechs mapeadas, 50% são emergentes, 24% estão estáveis, 14% são nascentes e 12% disruptoras. Com relação às tecnologias mais aplicadas, destacam-se APIs (43%), Data Analytics (33%), inteligência artificial (29%), Big Data (25%) e chatbots (20%).
Quatro a cada cinco (80%) das startups têm como foco o mercado B2B.
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