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Startup brasileira personaliza ensino de estudantes neurodivergentes

Uma solução desenvolvida por uma startup brasileira está ajudando escolas e educadores a adaptarem seus processos pedagógicos para incluir estudantes com neurodivergências. A plataforma foi criada pela Prova Adaptada Tecnologia, criada por Cadu Arruda e Fabio Tavares.

A plataforma, que leva o mesmo nome da empresa, capacita professores na educação inclusiva e permite, segundo os criadores, personalizar avaliações e atividades didáticas de acordo com as necessidades específicas de estudantes. Dislexia, baixa visão, discalculia, altas habilidades, transtorno do espectro autista (TEA) e TDAH são algumas das atipicidades previstas.

Segundo a empresa, a solução atende demandas relacionadas ao ensino de alunos com transtornos de aprendizagem e atípicos. Entre os recursos há um curso de formação em educação inclusiva para professores e educadores composto por cinco módulos.

Leia mais: Microsoft e Nova Escola criam programa de IA para treinar professores

A promessa é de otimizar o tempo dedicado à elaboração de materiais e a implementação de práticas voltadas à educação inclusiva. A tecnologia cria, “em instantes”, o Plano de Ensino Individualizado (PEI), que geralmente leva meses para ser elaborado.

A plataforma foi projetada e desenvolvida com apoio de uma equipe multidisciplinar, liderada pela pedagoga e fonoaudióloga Regiane Fagotto, e composta por especialistas em educação inclusiva e profissionais de TI. O projeto foi desenvolvido sob a liderança de Fábio Tavares, CTO da Prova Adaptada, e recebeu investimentos de mais de R$ 1 milhão.

A empresa tem o apoio do programa Founders Hub, da Microsoft, que destina às startups com projetos inovadores o uso gratuito de ferramentas de IA da big tech. Desde que foi lançada, em agosto de 2024, a plataforma está sendo usada por “centenas de instituições de ensino privadas” do País, e impactou mais de 10 mil alunos da educação infantil ao ensino médio.

A expectativa é atingir mais de mil escolas até o fim de 2025, incluindo na rede pública, privada, institutos e fundações. “A estratégia para os próximos anos é manter o reinvestimento contínuo dos recursos operacionais, visando à evolução da plataforma”, diz Tavares.

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