Os interessados em ter um domínio genérico de primeiro nível na internet (gTLDs, do inglês generic Top-level Domain) vão poder fazer a solicitação ao Icann (Internet Corporation for Assigned Names and Numbers) entre 12 de janeiro e 12 de abril de 2012. As informações foram dadas durante a Futurecom 2011.
A organização, responsável pela alocação de espaços de endereços de IP e pela administração do sistema de domínios de primeiro nível – tanto genéricos, como o “.com”, como com códigos de países, como “.br” –, já publicou em seu website um guia completo para os interessados.
Depois de esgotado o estoque de endereços “.com” IPv4, a perspectiva de um número de endereços IP representado por algo como o número 300 seguidos de 36 zeros, graças ao IPv6, oferece “enorme espaço para o crescimento dos gTLDs”, explicou o presidente da organização, Rod Beckstrom, na Futurecom. São mais de 200 possibilidades que podem ser distribuídas por grupos geográficos (como “.rio”), de afinidades (“.jazz”), de atividades (“.bank”) e até mesmo de empresas (“.marca”), simplificando o endereço – ao invés de utilizar, por exemplo, “www.marca.com.br/suporte”, uma companhia poderia empregar algo como “www.suporte.marca”.
Como o interessado passa a gerir um bom pedaço da internet e se torna na prática uma organização registradora – podendo até mesmo comercializar domínios –, a iniciativa não é para qualquer um. “É para organizações com suporte de infraestrutura para suportar DNS (domain name system)”, alerta Beckstrom. O custo do registro é de US$ 185 mil, mais R$ 25 mil anuais pela manutenção. “Os custos de back end podem variar de US$ 10 mil a US$ 100 mil por ano e ainda são necessários gastos com aplicações, serviços jurídicos e de marketing, entre outros.”
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