Sentindo a pressão de legisladores dos Estados Unidos e da União Européia, os maiores provedores de ferramentas de buscas online começaram a anunciar iniciativas para esclarecer suas medidas de coleta, armazenamento, proteção e compartilhamento de dados dos usuários. As promessas são no sentido de conferir anonimato às informações que trafegam pelos sites de buscas, após um tempo.
O Yahoo acaba de anunciar que apagará os registros como endereço IP, cookies e quaisquer informações sobre as buscas de determinado usuário em um período de 13 meses após a operação ter sido realizada. Nesta segunda-feira (23 de julho), a Microsoft apresentou detalhes de sua política de privacidade para o Live Search, seu mecanismo de buscas, estabelecendo um prazo de 18 meses para apagar os dados dos usuários.
Em março, o Google anunciou mudanças em sua política de privacidade, afirmando que apagaria os dados de seus servidores dentro de 18 a 24 meses, exceto quando solicitado legalmente para retê-los.
O Ask.com, quinto maior site de buscas de acordo com o ranking da Nielsen/NetRatings, divulgou recentemente a criação do recurso AskEraser, que evita que a empresa armazene informações sobre as buscas de seus usuários. O produto está previsto para ser lançado nos EUA e Reino Unido até o fim do ano, e globalmente no ínicio do próximo ano.
Se por um lado a retenção de dados por sites de buscas é importante para a proteção contra fraudes e em investigações de segurança, por outro lado abre a questão da privacidade das informações. A distribuição de publicidade indesejada, baseada nos registros dos termos mais procurados e associados a determinado usuário, é uma das discussões.
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