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Bradesco é um exemplo da força tecnológica do setor financeiro

O vice-presidente executivo do Banco Bradesco, Laércio Albino Cézar, conquistou pela segunda vez consecutiva, o posto de IT Leader do segmento financeiro.

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Se em 2008 o tamanho do seu orçamento, de 2,2 bilhões de reais, já impressionava, este ano, mesmo com crise, as cifras cresceram: são 2,9 bilhões de reais destinados somente à área de tecnologia, um crescimento de mais de 30%.

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O número justifica-se pelo tamanho da operação. O banco tem hoje mais de 40 milhões de clientes. Além disso, há mais de 80 mil funcionários na instituição, todos eles potenciais clientes internos. Para segurar essa estrutura é necessário administrar uma grande equipe de tecnologia da informação que, somando profissionais diretos e terceirizados, conta com mais de 5 mil pessoas.

O carro chefe da área de TI da empresa ainda é a reestruturação de toda a arquitetura da instituição, baseada na Arquitetura Orientada a Serviços (SOA, do inglês Service Oriented Architecture). Segundo Cézar, o projeto, que tem conclusão prevista para 2011, está com força total. Atualmente, são 1,2 mil pessoas trabalhando em tempo integral em seu desenvolvimento.

O desafio não é fácil. Estão sendo reconstruídos os sistemas legados que o banco acumulou ao longo de cinco décadas. “Nos tempos atuais, de competição dura, elevamos o ritmo do projeto para estarmos alinhados com as demandas futuras da sociedade”, diz.

Para o executivo, conseguir realizar essa transição tecnológica demanda uma perfeita sintonia entre as áreas de tecnologia e de negócios. E é nesse ponto que sua liderança é mais importante: manter, como premissa principal na organização, a sinergia entre as duas áreas. Cézar afirma que o principal salto durante a sua gestão foi tirar a TI do isolamento para alcançar uma integração completa com todas as áreas de negócios.

“Essencial na nossa área  é captar as oportunidades de melhorias de negócios, discutir problemas e dividir essa discussão com todo mundo. E isso faz com que a área receba contribuições de todos”, afirma.

Para chegar a esse cenário foi necessário abolir termos técnicos e jogar a favor da praticidade. Assim, a linguagem passa a ser disponível para todos e o departamento de tecnologia deixa de ser um ambiente fechado, de suporte, mas sim um veículo para o desenvolvimento das operações.

Cézar destaca que essa atitude também está relacionada ao sucesso da corporação em componentes como pioneirismo e inovação. Para ele, o setor financeiro é um dos que mais exige capacidade de dar respostas tecnológicas rápidas ao mercado e o que tem a maior obrigação de antecipar o futuro.

Projetos paralelos
A troca dos sistemas legados por uma nova arquitetura já é suficiente para ocupar um grande batalhão de profissionais e boa parte do tempo do vice-presidente, mas um banco com o porte do Bradesco não pode se dar ao luxo de parar outras áreas para se concentrar em somente um projeto. E aí começa o desafio do Cézar: acompanhar uma série de aplicações de novas tecnologias e mudanças que vêm de exigências do negócio ou de novas regulamentações do setor bancário.

Um dos novos serviços ao qual o banco teve de se adaptar foi o débito direto autorizado (DDA), cuja oferta será iniciada, oficialmente, no dia 19 de outubro. Por ser um serviço que exige integração entre diversos bancos e emissão em formato digital de boletos para cada correntista, foi um projeto bastante extenso, que demandou muito trabalho e testes para estar pronto antes do prazo.

“Hoje, podemos dizer que estamos totalmente preparados para o DDA”, diz. O banco se antecipou com campanhas para que o cliente fizesse cadastro e já há um contingente grande de usuários que vão se integrar de imediato à novidade.

Outro projeto que envolveu grande esforço da equipe de TI foi o de inclusão da biometria no cadastro dos clientes, grande iniciativa no campo da segurança. Com uma solução de leitura das veias da palma da mão, o banco acrescenta mais um recurso para assegurar identidade no autoatendimento, tanto nos caixas eletrônicos quanto dentro da agência.

Durante o Congresso de Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras (), o de um dos fabricantes de caixas eletrônicos para o Bradesco chegou a prever que a biometria estaria implantada em todos os ATMs da organização no prazo de três anos. Para que isso ocorra, todos os clientes deverão estar cadastrados nesse período. Hoje, 1 milhão de clientes já são usuários da biometria, por meio de 8 mil máquinas que equipam 2,3 mil agências da instituição.

O novo Centro de Tecnologia da Informação (CTI), construído na cidade de Osasco, no estado de São Paulo, também ocupa boa parte dos esforços em projetos. Em 2008, toda a plataforma alta (mainframes) foi transferida para o novo centro, e 2009 foi o ano da transferência da plataforma baixa, cuja complexidade de migração é bem maior. Nesse período, 70% da plataforma baixa foi transferida para o novo CTI.

Outro projeto de alta complexidade, que deve transformar o setor, é o formato de compensação de cheque por imagem, previsto para entrar em vigor em março de 2010 em todo o sistema financeiro. “O montante de recursos alocados nessa área foi muito grande, pois queríamos estar preparados com antecedência para atender a todas as requisições do mercado e realizar uma transição suave, sem sobressaltos”, diz Cézar, que garantiu que o sistema do Bradesco será dos mais avançados.

Além das novidades em regulamentação e segurança, o executivo tocou, nos últimos meses, um projeto para mudar a forma como o banco se relaciona com seus clientes. Trata-se de um módulo de gestão de relacionamento (CRM), que alavancou detalhes como análise de clientes, associando seus cadastros com catálogos de serviço.

Como resultado, as forças de vendas contam hoje com uma ferramenta que automatiza a identificação de oportunidades de novas vendas. “O CRM acabou de sair, mas já podemos enxergar melhorias significativas em todo o processo de relacionamento com clientes”, diz o CIO.

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Redação
17 anos ago

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