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A Serasa Experian, datatech brasileira, concluiu a aquisição da idwall, empresa especializada em gestão de identidade digital e autenticação. O movimento reforça a atuação da companhia em autenticação digital e prevenção à fraude.
Fundada em 2016, a idwall já havia contribuído para evitar mais de R$ 8 bilhões em fraudes, além de receber mais de 700 milhões de consultas em sua plataforma, segundo a Serasa Experian.
Com a tecnologia e a expertise da startup, a companhia amplia capacidades de biometria, validação documental, onboarding digital, processo de cadastro e verificação de novos clientes e autenticação, incorporando ao seu ecossistema mais 80 milhões de faces, 450 milhões de identidades validadas por ano e mais de 350 milhões de verificações de antecedentes.
A operação se soma a um ecossistema antifraude já consolidado pela companhia, que reúne capacidades de análise de risco, inteligência de dispositivos e autenticação digital. Segundo a Serasa Experian, a datatech analisa cerca de 2,4 bilhões de transações por ano e conhece o comportamento de compra de 98% dos CPFs brasileiros em ambiente digital.
Apenas no primeiro trimestre de 2026, a Serasa Experian identificou quase 1,5 milhão de tentativas de fraude em cadastros e validações de identidade, além de detectar mais de 19 milhões de mensagens associadas a golpes e cerca de 368 mil tentativas de fraude no comércio eletrônico brasileiro, segundo dados do Mapa da Fraude, levantamento próprio da companhia.
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“A chegada da idwall fortalece uma estratégia que já vínhamos construindo para oferecer ao mercado o mais completo ecossistema de autenticação e prevenção à fraude do país”, afirma Valdemir Bertolo, CEO da Serasa Experian.
O objetivo da integração é fortalecer a atuação da empresa em setores que vêm acelerando investimentos em segurança, como instituições financeiras, seguradoras, varejo, telecomunicações, marketplaces e plataformas digitais.
“Passar a fazer parte da Serasa Experian nos permite levar essa visão ainda mais longe”, afirma Lincoln Ando, CEO da idwall.
Segundo a Serasa Experian, o avanço da inteligência artificial tem acelerado tanto a sofisticação dos golpes quanto a capacidade de resposta das empresas. Tecnologias como deepfakes, vídeos ou áudios falsificados por IA, documentos manipulados e identidades sintéticas ampliam os desafios de autenticação.
A companhia cita ainda o crescimento do Fraud-as-a-Service, modelo que comercializa ferramentas usadas em golpes digitais.
“É a combinação entre dados confiáveis, biometria, inteligência de dispositivos e inteligência artificial, usada em camadas, que vai permitir decisões mais precisas”, afirma Eric Dhaese, VP de soluções de autenticação e prevenção à fraude da Serasa Experian.
O movimento ocorre em meio à pressão crescente sobre empresas de diferentes setores para fortalecer estratégias de prevenção à fraude sem aumentar a fricção na experiência do consumidor.
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