A tecnologia da informação deve ser parte integrante de um projeto de arena multiuso. Tais locais farão parte da realidade do mercado brasileiro com Copa e Olimpíada a partir de 2014 e podem mudar a forma como se enxerga serviços e infraestrutura de TI.
Esses novos conceitos de estádios para shows, esportes e feiras de negócio devem conter o que existe de mais moderno em tecnologia e telecomunicações. Além do backbone para suportar dezenas de milhares de celulares enviando vídeos, os locais precisam contar com inovações como biometria, telão de alta definição, digital signage, RFID, telepresença e reconhecimento facial.
Na Amsterdam Arena, considerado um caso de sucesso nesse sentido, marcas como Nec, Cisco e Sony ajudaram a desenvolver essas facilidades. São elas que ajudarão a transformar as arenas em um local multiuso e com fonte de geração de receitas. “Os serviços gerados usam essa infraestrutura e podem ser oferecidos na nuvem, o que facilita para consumidores e administradores dos locais”, aponta o vice-presidente de parcerias estratégicas da Arena Brasil, João Gilberto Vaz.
De acordo com o executivo, o projeto todo precisa ser pensado de forma criativa e a TI facilita isso. “Precisa haver um evento a cada três dias para haver lucro e isso é possível com boas idéias e conhecimento do mercado e público”, diz Vaz. Para ele, há oportunidades em todas as cidades sedes para isso, basta criatividade e que realmente os projetos sejam pensados para o multiuso.
No evento TIC para a Copa do Mundo e Olimpíada, realizado em São Paulo, na terça-feira (02/08), o case study da Amsterdam Arena foi apresentado como uma idéia de sucesso e lucrativa. A Arena Brasil, especializada em gerenciar esse tipo de estádio, é a responsável pelos projetos da Fonte Nova e Arena das Dunas (BA e RN).
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