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Robô com IA da WEG e da Senior otimiza processos logísticos

As multinacionais de origem catarinense WEG e Senior Sistemas estão demonstrando, durante a feira Intermodal South America 2025 – que acontece essa semana em São Paulo, capital – uma solução que integra um robô (WEG Mobile Robot, ou WMR) com o sistema de gestão de armazéns da Senior (WMS). Segundo as partes, é a primeira solução de robô móvel autônomo (AMR) que integra sistemas com tecnologia “100% brasileira”.

O objetivo é otimizar processos intralogísticos em ambientes industriais e armazéns diversos. O uso de inteligência artificial permite navegação autônoma, o que incluiria escolha e replanejamento de rotas em caso de obstrução. Segundo as empresas, já são “dezenas” de robôs operando nos clientes da WEG e nas fábricas da empresa no Brasil e México.

Veja também: Setor financeiro lidera transformação digital no Brasil, dizem PwC e FDC

Segundo Pedro Havranek, chefe de vendas da WEG, integração do WMR com o WMS da Senior é permite “um mundo mais eficiente e sustentável” graças ao “salto na eficiência operacional em nossas próprias fábricas, através da eliminação da movimentação desnecessária de pessoas e da movimentação autônoma e segura de materiais”. Segundo ele, a WEG comercializa a tecnologia desde 2023, e oferece “retornos de investimento tipicamente inferiores a 18 meses”.

As capacidades de carga atual dos robôs são de 150 kg e 500 kg, com um modelo de 1500 kg previsto para “breve”.

Como funciona

“O nosso WMS gera ondas de separação que orquestram a movimentação dos produtos dentro do armazém logístico. Quando um pedido é feito, o WMS aciona um separador via coletor de dados, que pega o item e o leva até outro ponto”, explica Anderson Benetti, head executivo de Logística da Senior Sistemas. “O WMR da WEG vem para automatizar essa movimentação, substituindo a etapa que o separador faria ao percorrer o centro de distribuição.”

Já houve melhoria na fábrica de transformadores da WEG em Itajaí (SC), onde foi constatado que colaboradores percorriam mais de nove quilômetros diariamente em tarefas logísticas. Com o robô, o esforço físico foi reduzido, assim como o desgaste dos funcionários, além de sanar problemas de desabastecimento de linha de produção.

“Ao delegar tarefas repetitivas e de baixo valor agregado, como o transporte de materiais aos robôs colaborativos, as empresas usuárias têm conseguido realocar funcionários para atividades que geram muito mais valor”, diz Havranek.

Segundo as partes, o WMS processa milhares de SKUs e pedidos em tempo real, enquanto o robô usa IA para calcular rotas e evitar obstáculos. Em paralelo, a WEG desenvolveu um sistema próprio de gestão de frota, que promete controlar múltiplos robôs simultaneamente.

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