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Robert Half revela cargos de TI que estarão em alta em 2025

O mercado de trabalho de TI passa por uma fase de “estabilização”. É isso que diz a Robert Half, consultoria em recursos humanos que divulgou, nesta terça-feira (05), o Guia Salarial 2025, apresentando as principais tendências de recrutamento em Tecnologia para o próximo ano.

“Esse movimento de acomodação, especialmente no que diz respeito aos salários, não representa um desaquecimento do setor”, explica Maria Sartori, diretora-associada da Robert Half. “Após a onda de layoffs no início de 2024, a expectativa é de que haja um fortalecimento na ‘seniorização’ dos profissionais no próximo ano.”

Na prática, isso significa que, para se destacar em tecnologia, é fundamental apresentar uma “evolução técnica sólida”, diz a diretora.

Leia também: Recursos humanos desafiam crescimento do setor de TI no Rio de Janeiro

Isso também é verdade devido à baixa taxa de desemprego do setor, que acirra a guerra por talentos. O índice de desocupação para esta categoria, a partir dos 25 anos e com ensino superior completo, gira em torno de 3,5%, um patamar que o mercado considera próximo do “pleno emprego”.

“Entre os candidatos, manter-se atualizado com novas certificações e dominar uma segunda língua, especialmente o inglês, que ainda representa uma carência notável no mercado, são aspectos cruciais para garantir sua competitividade no trabalho”, explica Elisa Jardim, gerente da Robert Half.

Profissões em alta

De acordo com o Guia Salarial 2025 da Robert Half, os segmentos que lideram as contratações são tecnologia, bancos, startups em geral, atacado e varejo.

As áreas funcionais com maior demanda são Inteligência Artificial/Automação/Aprendizado de Máquina, Serviços de TI/Suporte/Operações, Desenvolvimento Web/E-commerce e Redes. Já os profissionais mais procurados são gerente de TI (generalista), desenvolvedor(a) back-end, coordenador(a) de segurança da informação e gerente de projetos.

Entre as certificações mais exigidas pelas empresas estão CCNP, AWS, CompTIA e Cobit. Em termos de habilidades comportamentais, ou ‘soft skills‘, as mais demandadas são liderança, inteligência emocional, pensamento criativo e pensamento crítico.

“Além do conhecimento técnico indispensável, o mercado atual valoriza cada vez mais o perfil comportamental. Trabalhar em equipe, comunicar-se claramente com diferentes áreas e possuir inteligência emocional para lidar com a pressão do dia a dia são requisitos cada vez mais demandados pelas empresas. Um profissional tecnicamente excelente, mas sem habilidades comportamentais bem desenvolvidas, terá limitações em seu crescimento de carreira”, alerta Sartori.

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