A criação de uma infra-estrutura que pudesse atender à demanda do público acadêmico, que precisa trocar grande volume de dados, foi o que impulsionou a RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa) a atualizar seu backbone IP/MPLS. A rede da RNP oferece conectividade a 329 instituições brasileiras e atua como laboratório de testes para o desenvolvimento de novas aplicações e serviços de rede.”Os usuários da rede são astrônomos, que trabalham muito com imagem e precisam de muita banda para transmiti-las, físicos de alta energia que trabalham em grid, profissionais da área de telemedicina. Esse público necessita de uma capacidade de rede muito maior do que a que oferecíamos”, relata Ari Frazão, gerente do centro de engenharia e operações da RNP. Por isso foram adotadas as plataformas de roteamento série M da Juniper Networks na atualização do backbone, além de produtos de segurança do mesmo fornecedor para controle de entrega, da utilização e de ameaças. A rede hoje supera os 60 Gbps. “Criamos condições melhores para a troca de informações entre os acadêmicos.” A RNP começou como um projeto do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) em 1989 e, dois anos depois, começou operando nos principais centros sem cobrar pelos serviços. Os custos são cobertos por um programa que integra Ministério da Educação e Cultura (MEC) e o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). “Temos um ponto de presença por estado, geralmente em universidades e entidades de ensino. A partir deste ponto são feitas conexões das instituições ao redor”, explica Frazão.
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