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Riscos cibernéticos e ESG impulsionarão investimentos em TI no Brasil

Os riscos cibernéticos e as pressões ambientais devido à agenda ESG estão entre os principais impulsionadores dos investimentos em TI neste ano, revelou uma nova pesquisa global da IBM. Segundo o estudo, 78% dos líderes no Brasil afirmam que investirão em tecnologia nos próximos meses. Perguntados sobre as principais motivações para esses investimentos, 32% apontou que a vulnerabilidade em meio aos ataques cibernéticos é um fator determinante.

Mudanças no mercado aparece como a segunda prioridade para tais investimentos na visão de 29% dos líderes, enquanto 26% disseram investir mais em tecnologia devido às preocupações com métricas de ESG. A pesquisa “Previsões de Investimentos Globais em Tecnologia”, realizada pela Morning Consult a pedido da IBM, ouviu 4 mil líderes de diferentes países, incluindo no Brasil.

O 5G é a tecnologia que deve ganhar a maior fatia do orçamento de tecnologia, segundo o levantamento. Das empresas brasileiras ouvidas, 39% disse que pretende implementar soluções 5G nos próximos dois anos, na sequência de prioridades aparece a computação em nuvem (híbrida, pública e privada) e soluções de TI verde (ambas com 36%), soluções de cibersegurança (35%) e Soluções IoT, com 33%.

Leia também: ChatGPT será divisor de águas no atendimento virtual a clientes? 

“Vemos um compromisso com a tecnologia em diferentes setores do país. Os serviços financeiros, por exemplo, tem dado uma grande contribuição aos investimentos devido à alta competitividade e transformação das operações financeiras, além do recente lançamento do Pix e do Open Finance. Outro setor é o varejo, o e-commerce foi muito impulsionado pela pandemia e grande parte dessa operação é suportada por tecnologias, como a nuvem”, diz o CTO de Technology, Cloud e Cognitive Software da IBM Brasil, Wagner Arnaut. “Por fim, considero a área de serviços, pois as empresas do setor têm grande potencial para aplicar tecnologia para automatizar processos de negócios usando IA para aumentar a eficiência.”

No Brasil, os líderes mencionaram investimentos específicos em sustentabilidade como “soluções que ajudam a gerenciar ativos, instalações e infraestrutura para impulsionar a transição para energia limpa, gerenciamento eficiente de resíduos e descarbonização” e “soluções que ajudam a impulsionar a eficiência energética em computação e TI”, ambos com 61%.

Questionados sobre as tecnologias emergentes que acreditam que mudarão os negócios nos próximos 3 a 5 anos, os líderes brasileiros selecionaram as plataformas de nuvem para indústria (31%), seguidas por funcionários digitais, IA generativa, segurança cibernética com infusão de IA e armazenamento computacional, todos com 29%.

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