A Microsoft está sob investigação da Autoridade de Concorrência e Mercados (CMA) do Reino Unido devido à contratação estratégica da equipe da Inflection AI, concorrente da OpenAI. A investigação foi lançada após o CEO Satya Nadella anunciar uma nova divisão de inteligência artificial para consumidores, com liderança composta por fundadores da Inflection AI.
A CMA do Reino Unido iniciou uma investigação inicial sobre a contratação da equipe da Inflection AI pela Microsoft, conhecida como “fase 1”. Este estágio visa reunir evidências em 40 dias úteis para determinar se uma investigação mais profunda é necessária. Neste caso, para determinar se a contratação dos ex-membros da Inflection AI pode ser equiparada a uma fusão, o que poderia potencialmente prejudicar a competitividade justa no Reino Unido.
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A CMA tem até 11 de setembro para determinar se a contratação dos ex-membros da Inflection AI pela Microsoft pode ser considerada uma “fusão” e se pode prejudicar a competição no mercado britânico. Se for o caso, o processo avançará para uma fase 2 mais detalhada, que pode se estender por cerca de seis meses.
Essa fase inicial é parte de um esforço mais amplo para entender e regular as novas dinâmicas de mercado envolvendo tecnologias como a inteligência artificial. Além da Microsoft, a CMA também está examinando outros investimentos significativos em startups de IA, como o da Amazon na Anthropic.
A Microsoft, por sua vez, afirma que está cooperando plenamente com as autoridades e está comprometida em seguir todas as regulamentações vigentes.
A investigação se dá quatro meses após Nadella lançar uma nova divisão de IA para consumidores, liderada pelos ex-fundadores da Inflection AI, incluindo Karén Simonyan, cientista de deep learning, e Mustafa Suleyman, cofundador do Google DeepMind. Além deles, vários outros integrantes da Inflection AI também se uniram à unidade de IA da Microsoft, incluindo Jordan Hoffmann, cientista e engenheiro de IA, que agora lidera o centro de IA da Microsoft em Londres, no Reino Unido.
A CMA já havia iniciado investigações preliminares sobre três parcerias de IA em abril, incluindo o investimento recente da Microsoft na Mistral AI, uma startup francesa focada em modelos fundamentais de IA e considerada um “unicórnio duplo”. O órgão rapidamente determinou que o investimento não violava as regulamentações de fusão atuais, pois a participação da Microsoft, abaixo de 1%, não conferia influência significativa sobre a startup.
*Com informações do TechCrunch
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