A interação das pessoas em mídias sociais muda, completamente, estratégias de marketing das empresas. Com base na sensação dos consumidores, Jonathan Taplin, diretor do laboratório de inovação da USC (University of Souther California) apresentou, nesta terça-feira (24/10), o uso de softwares analíticos durante o Information On Demand, evento realizado pela IBM em Las Vegas (Nevada, Estados Unidos).
As avaliações foram feitas com comentários feitos em redes sociais a respeito de filmes. Eles começaram a estudar na quinta-feira os comentários a respeito de determinados títulos. “Na quinta-feira as pessoas escolhem o que assistirão na sexta-feira”, explicou Taplin.
A leitura dos dados era representada por círculos que contabilizavam os comentários. Quanto maiores os círculos, mais comentários o título havia recebido. A parte verde referia-se a dados positivos e, a vermelha, a negativos. Taplin e sua equipe compreenderam que a partir de 30% de comentários negativos representavam problemas para o desempenho comercial da película.
Depois de um tempo apresentando os dados do levantamento no site da companhia, a própria Universal Studios pediu que fossem feitas avaliações com cinco meses de antecedência de estreia, como forma de os esforços de marketing serem feitos de forma mais direcionada.
As investigações começaram em julho e se referiam a novembro. “Algo bizarro aconteceu”, introduziu o executivo. A Universal Studios concentrou esforços publicitários em mídias sociais para o filme o Gato de Botas: foram US$ 17 milhões em publicidade, sendo 60% em mídia convencional e 40% em novas modalidades. “Há dois anos, os investimentos de publicidade em mídias sociais era perto de zero”, pontuou o professor. Como resultado, houve uma explosão de comentários referente a esse tema nas mídias sociais, o que estimulou ganhos de bilheteria.
Outras áreas
“Para nós, que temos mil produtos desenhados e produzidos anualmente, é muito importante saber sobre as novidades mais recentes da moda e o que o consumidor acha. É muito importante saber as tendências e a impressão do consumidor sobre produtos”, explicou um executivo presente no encontro que atuava no marketing de uma empresa de modas. “E além de temos acesso aos nossos dados no ambiente online, temos também acesso ao de nossos concorrentes. É como se espionagem industrial fosse permitida”, brincou.
*A jornalista viajou aos Estados Unidos a convite da IBM
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