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Carreira: recrutadores valorizam cada vez mais ‘mad skills’ na análise de candidato

Uma pesquisa da Robert Half apontou que 66% dos recrutadores consideram as chamadas “mad skills” práticas relevantes na análise de um perfil e ressaltam o valor agregado, que vai além das habilidades técnicas.

Diferentemente das “soft skills”, que abordam aspectos socioemocionais essenciais para relações interpessoais, as “mad skills” envolvem as chamadas “habilidades fora de série”, que estão relacionadas a hobbies e atividades extraprofissionais, tornando cada profissional único.

Na área de Tecnologia da Informação (TI), por exemplo, a Zallpy, que desenvolve soluções digitais customizadas, tem investido em criar uma cultura de incentivo ao aprendizado contínuo que, segundo a empresa, se traduz em abertura para novas experiências, curiosidade e autodesenvolvimento.

Leia mais: Geração Z e o mercado de trabalho: como se relacionam?

“Nós entendemos que a criatividade é um combustível essencial e que ampliar áreas de conhecimento, se expondo a situações e relacionamentos distintos, é fundamental para potencializar a inovação”, aponta Mariana Riccordi, head de Pessoas & Cultura da Zallpy.

A Zallpy adota o modelo 70/20/10 baseado na Andragogia, segundo o qual 70% do aprendizado ocorre por meio de experiências próprias, 20% por interações com outras pessoas e apenas 10% por capacitações formais.

“Há algumas décadas, o profissional de TI era, muitas vezes, visto como solitário e distante do negócio. Hoje, com as metodologias ágeis impulsionando a colaboração, reconhecemos a importância de adaptar a cultura de trabalho e valorizar a diversidade de habilidades que contribuem para o crescimento da empresa”, analisa Mariana.

Entre os exemplos que Mariana dá está um funcionário da Zallpy, que ingressou na profissão após oito anos na área da Teologia. Sua transição foi motivada pelo contato com amigos do setor de TI, que enxergaram nele um perfil promissor. Ao buscar mais informações, o profissional percebeu a complementaridade entre as áreas, aparentemente antagônicas, destacando pontos como Comunicação não violenta, habilidade na formação de equipes, disseminação de visão e propósito, pensamento analítico e crítico, interpretação de contextos, métricas de gestão, fluxos e processos de desenvolvimento para serviços e experiências, entre outros aspectos.

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