A Qualcomm, como criadora do chip CDMA, defende a freqüência 1.9 GHz, que aceita os padrões TDMA, CDMA e GSM, dizendo que o Brasil mantém mais comércio com os países da América e pode continuar exportando aparelhos telefônicos para essa região. Se a Anatel optar pela faixa 1.8 GHz, que permite apenas o padrão europeu GSM, as indústrias brasileiras ficarão restritas ao mercado interno.
O presidente da Qualcomm no Brasil, Marco Aurélio Rodrigues, disse que levantamento da Abinee mostra que o país exportou, em três meses, US$ 200 milhões em aparelhos celulares para países do continente americano que utilizam tecnologia CDMA e TDMA. “Se a Anatel escolher a freqüência 1.8 GHz, vamos perder todo esse mercado”, argumenta.
Segundo Rodrigues, a companhia não vai participar do mercado brasileiro caso a freqüência escolhida seja 1.8 GHz. “Teremos que aguardar até a entrada dos celulares de terceira geração para voltar a brigar por uma posição”, completa o executivo.
Os celulares de terceira geração, que terão acesso a dados, voz e imagens, vão utilizar o padrão WCDMA e, portanto, a Qualcomm volta a poder comercializar seu produto no país. A empresa não divulga quanto vai investir ou qual será o crescimento de vendas se a freqüência escolhida for 1.9 GHz.
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