Por Luiz Reolon, diretor executivo LATAM na CI&T
Após a fase inicial de experimentação com a Inteligência Artificial Generativa (IA Gen), em que as empresas focaram majoritariamente na busca por ganhos de eficiência operacional, entramos agora em um novo estágio: o da hiperpersonalização.
Esse segundo ato da IA Gen traz à tona uma mudança de perspectiva. CIOs de diferentes setores estão sendo pressionados a ir além da otimização de processos e demonstrar, de forma concreta, como a IA pode transformar a experiência do cliente. E poucos setores têm avançado tão rapidamente nessa direção quanto o financeiro.
Naturalmente inclinadas à adoção de novas tecnologias, instituições financeiras estão na vanguarda da exploração do conversational banking: um modelo de interação que utiliza interfaces conversacionais baseadas em IA para tornar o relacionamento com o cliente mais fluido, eficiente e sem fricções.
Leia também: Disney domina arte de usar tecnologia com a magia no centro da experiência
O diferencial das soluções de conversational banking está na capacidade de interpretar a intenção do usuário e executar ações automaticamente dentro de plataformas de mensagens como o WhatsApp. Hoje, já é possível realizar um Pix apenas enviando a foto de uma conta de restaurante e dizendo ‘’quero pagar metade para o João’’, entre diversas outras possibilidades.
Essa abordagem redefine o patamar de conveniência. Em vez de exigir que o cliente se adapte aos fluxos dos bancos, são as instituições que se moldam ao fluxo de vida dos clientes.
Alguns dos principais benefícios desse modelo incluem:
Embora simples do ponto de vista do usuário, o conversational banking representa um desafio técnico para os times de desenvolvimento. Essa evolução do Customer Experience só é possível graças à coordenação de múltiplos agentes autônomos de IA, cada um especializado em uma ação específica.
Por lidar com dados sensíveis do setor bancário, a adoção deve ser feita com uma estratégia clara de evolução. O ideal é começar por uma área específica do negócio, colher aprendizados e expandir gradualmente.
Outro ponto crucial é a confiança do usuário. Para aumentá-la, muitas empresas estão adotando modelos multicanais — iniciando a interação no WhatsApp e direcionando para o aplicativo oficial da instituição em etapas que exigem autenticação ou segurança adicional.
Essa capacidade de ser, ao mesmo tempo, conversacional e transacional sinaliza uma mudança de paradigma: do modelo tradicional de múltiplas telas para uma nova lógica de interação baseada na conversa.
O futuro do relacionamento entre instituições financeiras e clientes está em curso — e ele fala, cada vez mais, a linguagem da conveniência, da personalização e da inteligência artificial.
Siga o IT Forum no LinkedIn e fique por dentro de todas as notícias!
A Unico, empresa brasileira especializada em identidade digital e biometria facial, ingressou com ações nas…
A Salesforce anunciou parceria com a FIFA como apoiadora oficial da Copa do Mundo de…
Neil Redding será o palestrante de abertura do IT Forum Praia do Forte 2026. Com…
Apesar da consolidação da computação em nuvem como um dos pilares da transformação digital, uma…
As equipes de segurança cibernética enfrentarão um cenário cada vez mais complexo nos próximos anos,…
Apenas uma em cada três pessoas dos Estados Unidos aprova o ritmo acelerado de construção…