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Por que o serviço móvel precisa de mais Googles

O Yahoo está entre minhas primeiras memórias da World Wide Web. Lembro de ter conhecido o serviço na sala de produção do jornal de um colega. Foi referido como “mecanismo de pesquisa”. Não tinha ideia do que falavam, tudo o que sabia é que podia ser usado para procurar coisas. Mais tarde, a AOL se tornou meu primeiro serviço de provedor de internet e e-mail. Mais tarde mudei para o Hotmail, da Microsoft, depois para o Yahoo Mail, e posteriormente, para o Gmail, do Google.

Quanto maior a necessidade de tornar a minha vida profissional online, mais comecei a me apoiar em serviços de rede gratuitos, disponíveis tanto em navegadores de desktops quanto em browsers móveis. Sou discípulo da religião Google desde 2006. Uso para quase tudo: e-mail, contatos, calendário, compartilhamento de fotos e vídeos, rede social, gerenciamento e digitação de documentos, notícias/RSS, etc.

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Apesar de ter flertado com os produtos da Microsoft e do Yahoo no começo, escolhi o Google por uma razão: é rápido de adotar e expande de forma agressiva no espaço móvel.

Muito antes do Android, o Google criou aplicativos móveis para telefones Java, Windows Mobile, Symbian e Brew. É possível baixar client do Gmail para praticamente toda plataforma. O mesmo acontece com o Google Maps, Google Search e outros produtos da empresa.

Atribuo muito do sucesso do Google com o Android ao fato do oferecimento de um sólido conjunto de serviços integrados que podem ser acondicionados em um único smartphone. Os serviços da empresa (Gmail, Maps, Calendar, etc) funcionam perfeitamente nos dispositivos Android e são apelativos para os que trabalham com o Google na rede.
O Google está investindo em levar seus produtos para os dispositivos móveis. Analise o Google+: ficou disponível para smartphones desde o primeiro dia. O mesmo aconteceu com o Buzz.

A questão é: o que aconteceu com o AOL e o Yahoo? Ambos ainda estão presentes no fator móvel, mesmo que não tão visíveis quanto o Google. De fato, o Yahoo lançou vários produtos móveis – apenas para vê-los falhar. Durante os anos, seu interesse em lançar serviços para dispositivos móveis parece ter arrefecido, ou pelo menos ter ficado de lado por conta de outros negócios.

Isso é vergonhoso, e em minha opinião, um prejuízo tanto para a rede em geral e em particular para o espaço móvel.
Não que não haja milhões de substitutos para o que o Google oferece. Há milhares de aplicativos que estão disponíveis para cada plataforma de smartphone para cobrir qualquer falha. O problema não são tanto as falhas e sim a integração e – ainda mais – a necessidade de competição.

A Microsoft está fazendo o melhor para competir com o Google. A empresa oferece um conjunto de produtos bem integrados.

Não estou dizendo que o Yahoo e a AOL precisam criar uma plataforma móvel para desafiar o Google. Pelo contrário. Apesar de o Android fazer um bom trabalho ao juntar os serviços do buscador, eles existem muito bem sozinhos.
O que precisamos mais é de empresas com base na rede que estejam dispostas a correr o risco que o Google correu: apostar tudo na rede móvel, oferecer um conjunto de produtos que estenda as fronteiras e torne a mobilidade uma prioridade.

Tradução: Alba Milena, especial para o IT Web | Revisão: Adriele Marchesini

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Editorial IT Forum 365
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