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Paris 2024: organizadores intensificam medidas contra ameaças cibernéticas

À medida que os Jogos Olímpicos de Paris se aproximam, os organizadores estão intensificando seus esforços para se proteger contra ameaças cibernéticas potenciais. Esse desafio digital não é novo, mas a escala e sofisticação dos ataques potenciais aumentaram significativamente ao longo do tempo.

A poucos meses de começar, os organizadores reconhecem que o evento se tornou um alvo atrativo para hackers e até mesmo para Estados-nação com operações cibernéticas avançadas.

Leia também: Falhas de segurança da Microsoft permite que hackers acessem contas de e-mail dos EUA

Diferentemente dos desafios enfrentados por empresas e governos, que muitas vezes se preparam para enfrentar ataques cibernéticos, os organizadores dos Jogos Olímpicos têm uma vantagem única: eles sabem exatamente quando esperar o pior. “Não são muitas as organizações que podem dizer que serão atacadas em julho e agosto”, afirmou Franz Regul, líder da equipe encarregada de defender os Jogos contra ameaças cibernéticas.

Especialistas dizem que grupos de hackers e países como Rússia, China, Coreia do Norte e Irã agora têm operações sofisticadas capazes de desabilitar não apenas redes de computadores e Wi-Fi, mas também sistemas de bilhetagem digital, scanners de credenciais e até os sistemas de cronometragem de eventos.

A preocupação com esses tipos de ataque vem crescendo desde eventos como as Olimpíadas de Inverno de Pyeongchang, em 2018, quando um ataque cibernético quase causou tumulto antes mesmo do início dos Jogos. A queda repentina da rede Wi-Fi e do aplicativo oficial dos Jogos, juntamente com outros problemas técnicos, preocupou os organizadores e os espectadores. Apesar dos contratempos, a cerimônia de abertura prosseguiu e os Jogos seguiram conforme o planejado – graças aos especialistas em segurança cibernética.

Após investigações, especialistas do Reino Unido e dos Estados Unidos concluíram que a Rússia estava por trás dos ataques e que teria tentado incriminar a Coreia do Norte, apontada inicialmente como responsável por eles.

Neste ano, Regul contou ao The New York Times que os preparativos para a defesa contra ciberataques nos Jogos incluem a realização de “jogos de guerra”, nos quais especialistas e sistemas são testados em simulações de ataques, além do treinamento de funcionários para reconhecer ameaças como phishing.

Porém, entender os possíveis atores por trás dos ataques também é uma parte crucial das medidas protetivas para os Jogos. Embora diversas entidades, incluindo criminosos e manifestantes, possam estar envolvidas em ciberataques, muitos especialistas concordam que os Estados-nação representam a maior ameaça.

A Rússia, em particular, é vista como a principal ameaça devido ao seu histórico de ataques cibernéticos em eventos esportivos anteriores, bem como por acusações de desinformação e tentativas de minar os Jogos. Ciaran Martin, ex-diretor executivo do Centro Nacional de Cibersegurança da Grã-Bretanha, destacou que o histórico de ações da Rússia a torna “a ameaça disruptiva mais óbvia” nos Jogos de Paris.

*Com informações do The New York Times

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