As operadoras de telefonia móvel latino-americanas precisarão investir pelo menos US$ 3,27 bilhões, em 2009, para repetir o desempenho do ano anterior no mercado de pré-pagos. Brasil, Colômbia e México responderão por 67% do volume total aplicado.
A consultoria Signals Telecom realizou um estudo para analisar preços e estratégias de serviços para a modalidade. O levantamento comparou 28 operadoras móveis da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Peru, Uruguai e Venezuela.
“Os operadores de telefonia móvel terão tendência para a redução ou eliminação dos subsídios nos preços dos dispositivos”, comenta Carlos Blanco, diretor de pesquisa de mercado da Signals Telecom. Para o executivo, tal postura tende a diminuir a taxa de renovação dos aparelhos e atrasar o avanço da 3G.
A crise financeira internacional, combinada com alta densidade da telefonia móvel pré-paga no mercado sul-americano, pode desencadear troca de operadoras.
Segundo Blanco, existem várias estratégias agressivas adotadas pelas operadoras para ‘roubar” ou ‘proteger” clientes a partir da possibilidade de troca de operadora pelo cartão de memória. O estudo mostra que no último trimestre de 2008, a estratégia defensiva para esse tipo de prática, dentro do mercado regional, foi mais predominante no Brasil.
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