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Open Finance faz quatro anos com 62 milhões de consentimentos

O Open Finance completou, no começo de fevereiro, quatro anos de operação no Brasil. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) houve crescimento “expressivo” do ecossistema conectado ao sistema, com o número de consentimentos chegando a 62 milhões em janeiro de 2025, crescimento de 44% frente 43 milhões de janeiro do ano passado. São mais de 2,3 bilhões de comunicações bem-sucedidas semanalmente.

A entidade diz que as instituições que dela fazem parte investiram mais de R$ 2 bilhões no projeto desde seu início, com mais de 150 funcionários dos associados atuando no Open Finance, com o suporte de mais de 200 profissionais nas agendas. A governança interna do sistema conta com 22 grupos, com aproximadamente 870 horas dedicadas a reuniões e elaboração de propostas em 2024.

“O Open Finance brasileiro já é o maior do mundo, tanto em escopo de dados, como em volume de chamadas. Neste ano, uma de nossas prioridades será a implantação da estrutura de governança definitiva”, diz em comunicado Carolina Sansão, diretora-adjunta de inovação, tecnologia e cibersegurança da Febraban.

Leia mais: Haddad sobre Brasil taxar big techs: “Vamos aguardar a orientação do presidente”

A infraestrutura funciona sob regulação do Banco Central e trabalha por meio de APIs, que fazem a conexão entre as instituições participantes e permitem a troca de informações de maneira padronizada. Tudo depende, claro, do consentimento dos clientes que queiram compartilhar as informações bancárias, que só podem ser usadas pelos bancos para finalidades específicas e autorizadas.

As informações compartilhadas entre os bancos são usadas, segundo a Febraban, para oferecer melhores ofertas de produtos e serviços aos melhores custos.

Novidades de 2025

Para o quinto ano do sistema, diz Carolina Sansão, os participantes do Open Finance devem implementar uma série de evoluções, incluindo melhorias nas implementações já disponíveis. O Pix automático, por exemplo, permitirá que os clientes deem autorização para débitos automáticos recorrentes para pagamentos de contas.

Outra funcionalidade muito aguardada é a jornada sem redirecionamento, que permite um vínculo entre dispositivo pessoal, ITP e banco. Assim os clientes podem permitir débitos em conta até determinado valor sem necessidade de autenticação no banco a cada pagamento.

Já a portabilidade de crédito, inicialmente previsto para crédito pessoal sem garantia, permitirá às instituições ofertar a portabilidade de crédito de forma mais digital utilizando dados do Open Finance. O processo atual continuará existindo, com o previsto via Open Finance se tornando uma alternativa ao cliente.

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